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sexta-feira, 20 de maio de 2016

Nacional: Comitê da Bacia do São Francisco reúne-se em Aracaju




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Realizou-se nesta quinta-feira (19) em Aracaju (SE) a XXIX plenária do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco.


Mesmo diante das ausências da presidente do Ibama, Marilene Ramos e do diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, que não puderam comparecer em decorrência de mudanças feitas no governo federal, o debate foi considerado produtivo.


Presente ao evento, o diretor-presidente da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), Clécio Falcão, reclamou das dificuldades que a empresa está enfrentando por conta das medidas restritivas.


“O problema atingiu o abastecimento d’água de todo o semiárido alagoano. Dos 102 municípios do Estado, metade é abastecida diretamente pelas águas do São Francisco”, disse o presidente.


Segundo ele, foi preciso fazer adequações não previstas no sistema de captação, pois, caso contrário, a população ribeirinha não teria acesso à água.


“Fizemos intervenções com recursos próprios. Não tivemos nenhum tipo de apoio do governo federal, apesar de sabermos que nenhuma empresa de saneamento tem condição de arcar com esse tipo de problema sozinho”, afirmou.


Anivaldo Miranda, presidente do Comitê, ressaltou que além da questão da quantidade da água, a entidade tem se preocupado, também, com qualidade do produto.


“Este século trouxe novos desafios. A qualidade da água é mais grave porque implica em uma dimensão que perpassa a gestão de recursos hídricos, que é a saúde pública”, disse ele.


A Procuradora da República, Marta Carvalho, deu ciência ao Comitê da ação civil pública ajuizada por pescadores do Estado de Sergipe, que alegam prejuízos causados pela redução da água no baixo São Francisco.


Atualmente, a vazão (água que sai) dos reservatórios de Xingó e Sobradinho, ambos situados na calha do rio São Francisco, é da ordem de 800 m3/s, após reduzir progressivamente de 1.300m3/s, vazão mínima estabelecida pelos órgãos reguladores, incluindo o CBHSF.


O Comitê é integrado por representantes do poder público, sociedade civil e empresas usuárias de água e sua finalidade é realizar a gestão descentralizada e participativa dos recursos hídricos da bacia, na perspectiva de proteger os seus mananciais e contribuir para o seu desenvolvimento sustentável.


Fonte: Inaldo Sampaio




Nacional: Comitê da Bacia do São Francisco reúne-se em Aracaju

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Nacional: Chuva garante aumento no volume dos reservatórios do São Francisco




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Em mais uma rodada para discutir as reduções nas vazões dos reservatórios de Três Marias, em Minas Gerais, e Sobradinho, na Bahia, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) disse que as duas principais represas de regularização das águas do rio São Francisco terão uma recuperação animadora já na primeira semana de fevereiro. Realizada por videoconferência, a reunião contou com a participação do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco.


Mesmo mantendo a operação a 150 m3/s (Três Marias) e 800 m3/s (Sobradinho), as chuvas que caíram em janeiro por toda a bacia hidrográfica garantirão que a barragem mineira alcance nos próximos dias 38% do seu volume útil. Já a usina baiana chegará a 27% da sua capacidade hídrica, segundo indicam especialistas do ONS. Um alívio frente às dificuldades de acúmulo dos últimos anos, que estão comprometendo o abastecimento de cidades e usuários ribeirinhos. Em 2014, o reservatório de Três Marias esteve a ponto de atingir o volume zero, mesma situação enfrentada por Sobradinho em 2015.


“A ONS, Agência Nacional de Águas (ANA) e os estados consideram prematuro modificar as vazões que estão sendo praticadas até que se tenha maior consistência de dados. Pelo menos, as previsões indicam que o ano de 2016 será menos dramático do que foi 2015”, disse Anivaldo Miranda, presidente do CBHSF.


Fonte: Ascom/CBHSF


Publicado Por Tainá Almeida – Revista Barra Magazine




Nacional: Chuva garante aumento no volume dos reservatórios do São Francisco

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Bahia: Chuvas devem elevar nível de Sobradinho a 6%




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As chuvas registradas ao longo das duas últimas semanas na bacia do Rio São Francisco devem elevar o nível da barragem de Sobradinho de 3,5% [(porcentual registrado na última quinta-feira (21)] para 6% do volume útil até o fim deste mês. 


Segundo informações do jornal Diário de Pernambuco, com a previsão, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) não deve reduzir a vazão, que atualmente está em 800 m³/s. Na última segunda (18), em reunião realizada por teleconferência, representantes da Agência Nacional de Águas sinalizaram com a possibilidade de reduzir a vazão para 500 m³/s, para evitar o uso do volume morto do lago – em condições normais, são 1.300 m³/s.


De acordo com o Diário de Pernambuco, apesar do aumento de volume útil, a Chesf não cogita a liberação de mais água para os produtores rurais e para abastecimento humano. Atualmente, a geração de energia é feita com dois dos seis equipamentos disponíveis. O Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco manifestou preocupação com a vazão de 800 m³/s, por reduzir o fornecimento para consumo humano e pequenos produtores. “A atual vazão de 800 metros cúbicos por segundo já atinge fortemente o ecossistema e os outros usos múltiplos das águas no submédio São Francisco. Além de aumentar a cunha salina no rio e reduzir a captação de água para o abastecimento humano”, afirmou Anivaldo Miranda, presidente do Comitê.


Fonte: Bocão News


 


Publicado Por Tainá Almeida – Revista Barra Magazine




Bahia: Chuvas devem elevar nível de Sobradinho a 6%

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Oeste da Bahia: Estudo aponta precedentes em crise hídrica




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O Oeste da Bahia vive hoje a mesma situação que viveu há 53 anos: períodos prolongados sem chuva e baixa vazão dos rios que banham a região. A constatação é feita pelo diretor de Águas e Irrigação da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Cisino Lopes, com base em dados atuais e em um estudo realizado pela Superintendência do Vale do São Francisco (Suvale), antecessora da Codevasf, em 1962.


De acordo com o estudo da Suvale, entres os meses de outubro e dezembro de 1962, foi registrado o índice pluviométrico de 157,8 milímetros. Se considerado o mesmo período em 2015, choveu, até o momento, 147 milímetros.


Cisino também consultou a vazão do Rio Grande no período de 1934 a 1972, encontrando o registro de uma vazão média de 126m3/seg. Neste período, a menor vazão foi no mês de setembro do ano de 1965, alcançando 67,8m3/seg. Atualmente, segundo dados da Agência Nacional de Águas (ANA), a última vazão registrada do Rio Grande, trecho de Barreiras, em agosto, encontra-se em 51,6mm.


A falta de chuva no Cerrado interfere também no volume de outros rios que banham o país, uma vez que é neste bioma que estão os principais afluentes que abastecem o Rio São Francisco, por exemplo. Para se ter uma ideia, a vazão média do Rio Grande para o Rio São Francisco, de 1934 a 1972, era de 203mm no mês de agosto. Em 2015, considerando-se o mesmo mês, a vazão foi de 184,6mm.


“A chuva é essencial para recarregar o aquífero e outros rios que banham o Brasil. Se não tem chuva, não tem reposição de água. Logo, a diminuição da vazão dos rios mais tem a ver com a falta de chuva do que com o uso para irrigação”, disse Cisino, lembrando que o estudo da Suvale foi realizado em uma época em que não existia o agronegócio na região. “Os produtores sabem a importância da preservação de matas ciliares, reservas legais e APPs. Eles se preocupam com a quantidade e com a qualidade da água dos rios”, concluiu.


Fonte: Folha Geral


Publicado Por Tainá Almeida – Revista Barra Magazine




Oeste da Bahia: Estudo aponta precedentes em crise hídrica

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Minas Gerais: Obras de revitalização chegam a quase 50 novos municípios




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Minas Gerais vai revitalizar 49 sub-bacias do Rio São Francisco, com obras a serem iniciadas já em 2016 em 49 municípios mineiros. A informação é da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), que confirma investimento de R$ 8,5 milhões, sendo R$ 1,4 milhão do Estado, e processo licitatório em andamento para contratação de obras de infraestrutura hídrica e de conservação de solos na porção mineira da Bacia do Rio São Francisco.


As intervenções englobam construções de: proteção de nascentes, cercas para proteção de matas de topo e ciliares, bacias de captação de água de enxurradas e terraços. Está programada, ainda, a adequação de estradas.


A ação é uma sequência de um convênio entre Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e Seapa, com participação da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) e da Fundação Rural Mineira (Ruralminas), que já foi executado em mais de 60 municípios. Trata-se do Projeto de Revitalização do Rio São Francisco.


“Em 2002, a Emater-MG foi contratada pela Agência Nacional de Águas (ANA) para elaborar 200 projetos de Manejo Integrado de Sub-bacias Hidrográficas em 200 municípios inseridos, na parte mineira, na Bacia do Rio São Francisco”, contextualiza o gestor do projeto, José Ricardo Roseno. “Em 2008, o Ministério da Integração, por meio da Codevasf, contratou a execução dos projetos em 150 municípios”, completa o gestor, referindo-se ao convênio firmado junto à Seapa.


O mapeamento das bacias selecionadas, portanto, foi feito em 2002, a partir do trabalho dos técnicos da Emater-MG nos municípios da porção mineira da Bacia do São Francisco. “Os técnicos levaram o projeto para os Conselhos Municipais de Meio Ambiente (Codemas) que, em reunião, priorizaram as bacias a serem trabalhadas, a partir de uma série de critérios, como a importância para a cidade”, explica.


Em todo o projeto, o investimento é de R$ 50 milhões, sendo a contrapartida do Governo do Estado de R$ 4,5 milhões. Ao todo, 150 municípios estão envolvidos, com benefício direto para aproximadamente 50 mil pessoas, sem contar aquelas contempladas indiretamente com o aumento da disponibilidade hídrica.


A respeito da situação das microbacias e suas características com a intervenção, Roseno se baseia nos relatos locais, em oficina com os usuários das bacias, ainda na fase de problematização, quando foi perguntado como era a situação dos rios nas localidades há três décadas. Eles disseram que, há 30 anos, era possível pescar e nadar naqueles rios, mas, agora, os rios estão assoreados, sem peixes e até mesmo com a vazão reduzida.


“Após as ações planejadas com a comunidade, o objetivo é de melhor ordenar o uso e ocupação do solo, com a orientação da lei e apoio à natureza”, aponta Roseno. Já com relação ao ciclo hidrológico, o gestor destaca para algumas obras, como a readequação de estradas, bacias de captação de águas de chuva, terraços e cercamento de nascentes e mata ciliar. As intervenções contribuem, segundo ele, para “minimizar o escoamento superficial das águas das chuvas, aumentando a infiltração e reabastecimento das nascentes e rios”, conclui.


Fonte: Clicfolha


Por Tainá Almeida – Revista Barra Magazine




Minas Gerais: Obras de revitalização chegam a quase 50 novos municípios