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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Nacional: MPF envia à Justiça Federal nova denúncia contra Lula e Marcelo Odebrecht





MPF envia à Justiça Federal nova denúncia contra Lula e Marcelo Odebrecht









O Ministério Público Federal (MPF) enviou nova denúncia à Justiça Federal nesta segunda-feira (10) contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o empresário Marcelo Odebrecht. De acordo com o repórter Fausto Macedo, a acusação pelos crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e organização criminosa envolve 11 pessoas. “As práticas criminosas ocorreram entre, pelo menos, 2008 e 2015 e envolveram, segundo o Ministério Público Federal, a atuação de Lula junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e outros órgãos sediados em Brasília com o propósito de garantir a liberação de financiamentos pelo banco público para a realização de obras de engenharia em Angola”, relata a Procuradoria da República, no Distrito Federal. A Odebrecht foi contratada pelo governo angolano e executou o serviço. Em troca, a empreiteira repassou aos envolvidos R$ 30 milhões em valores atualizados.



Fonte: Bahia Notícias




Nacional: MPF envia à Justiça Federal nova denúncia contra Lula e Marcelo Odebrecht

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Nacional: Comitê da Bacia do São Francisco reúne-se em Aracaju




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Realizou-se nesta quinta-feira (19) em Aracaju (SE) a XXIX plenária do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco.


Mesmo diante das ausências da presidente do Ibama, Marilene Ramos e do diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, que não puderam comparecer em decorrência de mudanças feitas no governo federal, o debate foi considerado produtivo.


Presente ao evento, o diretor-presidente da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), Clécio Falcão, reclamou das dificuldades que a empresa está enfrentando por conta das medidas restritivas.


“O problema atingiu o abastecimento d’água de todo o semiárido alagoano. Dos 102 municípios do Estado, metade é abastecida diretamente pelas águas do São Francisco”, disse o presidente.


Segundo ele, foi preciso fazer adequações não previstas no sistema de captação, pois, caso contrário, a população ribeirinha não teria acesso à água.


“Fizemos intervenções com recursos próprios. Não tivemos nenhum tipo de apoio do governo federal, apesar de sabermos que nenhuma empresa de saneamento tem condição de arcar com esse tipo de problema sozinho”, afirmou.


Anivaldo Miranda, presidente do Comitê, ressaltou que além da questão da quantidade da água, a entidade tem se preocupado, também, com qualidade do produto.


“Este século trouxe novos desafios. A qualidade da água é mais grave porque implica em uma dimensão que perpassa a gestão de recursos hídricos, que é a saúde pública”, disse ele.


A Procuradora da República, Marta Carvalho, deu ciência ao Comitê da ação civil pública ajuizada por pescadores do Estado de Sergipe, que alegam prejuízos causados pela redução da água no baixo São Francisco.


Atualmente, a vazão (água que sai) dos reservatórios de Xingó e Sobradinho, ambos situados na calha do rio São Francisco, é da ordem de 800 m3/s, após reduzir progressivamente de 1.300m3/s, vazão mínima estabelecida pelos órgãos reguladores, incluindo o CBHSF.


O Comitê é integrado por representantes do poder público, sociedade civil e empresas usuárias de água e sua finalidade é realizar a gestão descentralizada e participativa dos recursos hídricos da bacia, na perspectiva de proteger os seus mananciais e contribuir para o seu desenvolvimento sustentável.


Fonte: Inaldo Sampaio




Nacional: Comitê da Bacia do São Francisco reúne-se em Aracaju

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Brasil: Supremo começa a definir hoje rito do processo de impeachment




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O Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar nesta quarta-feira (15) a validade da Lei 1.079/50, que regulamentou as normas de processo e julgamento do impeachment, e alguns artigos do Regimento Interno da Câmara dos Deputados.


As normas foram utilizadas pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para dar andamento às etapas inciais do processo, que foi suspenso pelo ministro Edson Fachin, relator da ação que trata do assunto, a pedido do PCdoB, até decisão do plenário.


A sessão está prevista para começar às 14h, pela leitura do relatório da ação. Em seguida, será aberto prazo de 15 minutos para que cada uma das partes do processo, incluindo a Câmara, o Senado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a presidenta Dilma Rousseff, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), possa se manifestar.


O PT, PSDB, DEM, PSOL, a Rede, o PP e a União Nacional dos Estudantes (UNE) terão que dividir uma hora para sustentação oral. Após as manifestações, Fachin e os demais ministros começam a votar. O voto do ministro tem cerca de 100 páginas.


A previsão é que o julgamento não termine hoje e seja retomado amanhã (17). As principais regras que serão discutidas pelos ministros são a defesa prévia da presidenta Dilma Rousseff antes da decisão de Eduardo Cunha que deflagrou o procedimento deimpeachment, a votação secreta para a eleição da comissão especial do impeachment pelo plenário da Casa, a eleição da chapa avulsa para composição da comissão e a prerrogativa do Senado de arquivar o processo de impeachment mesmo se a Câmara decidir, por dois terços dos deputados (342 votos), aceitar o julgamento do crime de responsabilidade.


Para instruir a ação, Edson Fachin pediu que a PGR, a Câmara, o Senado e a Presidência da República, órgãos envolvidos no processo, se manifestem sobre o rito adotado por Cunha. Cada um se posicionou sobre cada questão:


Presidenta Dilma Rousseff


Por meio da AGU, pede que a Corte anule decisão do presidente da Câmara dos Deputados que deu partida ao procedimento de impeachment, por falta de defesa prévia, além da anulação da votação secreta para a eleição dos membros da comissão especial. Para a AGU, a decisão de Cunha revela “parcialidade” no processo de condução do impedimento.


Outra posição defendida pelo governo é sobre a prerrogativa do Senado de instaurar o impedimento. O advogado-geral da União, Luis Inácio Adams, sustenta que os deputados apenas autorizam a abertura do impeachment, cabendo exclusivamente aos senadores a decisão de julgar a presidenta pelo crime de responsabilidade. Dessa forma, mesmo se a Câmara decidir, por dois terços de seus parlamentares, pela abertura do impeachment, o Senado poderia arquivar o pedido. A mesma tese é defendida pelos advogados do Senado.


Câmara dos Deputados


Eduardo Cunha defendeu todo o rito adotado por ele no processo de impeachment da presidenta. Na petição entregue ao Supremo, Cunha também defende que não há previsão no regimento interno que garanta ao presidente da República defesa prévia antes da emissão de parecer da comissão especial.


Procuradoria da República


O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defende a anulação da votação secreta para a escolha da comissão especial, na Câmara dos Deputados, destinada a conduzir o processo deimpeachment da presidenta.


Além de entender que a votação deve ser aberta, Janot sustenta que a chapa 2, formada, em sua maioria por deputados da oposição e dissidentes da base aliada, não poderia ter sido eleita, por considerar que não cabe candidatura avulsa para compor a comissão. Para o procurador, a comissão deve ser composta pelos representantes dos blocos parlamentares, assegurando a participação de todos os partidos, por meio de candidatura única.


Após decisão do ministro, o processo de impeachment deverá voltar a tramitar no Congresso, no entanto nova judicialização do impedimento não está descartada pelos partidos políticos.


Fonte: Correio


Publicado Por Tainá Almeida – Revista Barra Magazine




Brasil: Supremo começa a definir hoje rito do processo de impeachment