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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Seca: Diminuição da vazão em Sobradinho por prejudicar abastecimento em Alagoas





O maior reservatório do Nordeste, a barragem de Sobradinho, está próximo de atingir menor volume da história e pode prejudicar o abastecimento de algumas cidades alagoanas. Caso não chova nos próximos meses, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) estuda a diminuição da vazão da Hidroelétrica de Sobradinho, provocando a redução do volume do Rio São Francisco, onde são captadas águas para o abastecimento de municípios sertanejos, principalmente em Pão de Açúcar e Traipú.


Segundo o assessor técnico da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), Jorge Brizeno, afirmou que a diminuição do volume da Barragem de Sobradinho não afeta diretamente à companhia devido ela ser utilizada apenas para a geração de energia elétrica.“O que nos deixará em alerta é caso confirme a redução da vazão na Hidroelétrica, pois o volume do Rio São Francisco diminuiria para 20cm em alguns pontos, o que pode prejudicar a captação de águas para o abastecimento humanos em cidades alagoanas. Traipu e Pão de Açúcar receberiam uma atenção especial”, explicou.


O presidente da Casal, Clécio Falcão, informou que a companhia já realizou um planejamento de ações para adequar a captação para os níveis baixos no São Francisco, incluindo a utilização de motobombas e desassoreamento em alguns trechos até o leito.“Já enviamos ao Ministério da Integração Nacional o nosso planejamento com orçamento em torno de R$ 7,5 milhões para que sejam feitas ações para adequar a nossa captação e com isso não prejudicar os municípios da Bacia Leiteira, baixo São Francisco e Sul de Alagoas”, contou.


Atualmente a Barragem possui um volume de 34 bilhões de metros cúbico e o volume mínimo operacional seria de 28 bilhões de metros cúbicos. Superintendente de operações da Chesf, João Henrique Franklin, garantiu que a diminuição do volume pode provocar na redução da vazão, mas que não prejudicaria o fornecimento energético do Nordeste porque há outros meios que supriria a demanda atual da região.


“Sobradinho é responsável por 60% do fornecimento energético do Nordeste, se houver redução do volume, consequentemente haverá diminuição na geração de energia, mas nada que comprometa, pois a região já possui 7 mil megawatts fornecidos por meio de energia eólica e 5 mil megawatts por termoelétricas, e hoje o Nordeste consome mensalmente 10 mil megawatts”, finalizou.


O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) prevê que para os próximos meses chova 40% a menos do previso na região, o que dificulta a recuperação do nível da Barragem.


Fonte: Extra Alagoas




Seca: Diminuição da vazão em Sobradinho por prejudicar abastecimento em Alagoas

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Rio São Francisco: Minientrevista - Luiz Flávio Cappio - Bispo da Diocese de Barra (BA)




DomfreiLuisFlavioCappio



 

Quais impactos ambientais e sociais o São Francisco sofreu nos últimos anos? São muitos os afluentes que já não existem. Nascentes que antes eram fortes se tornaram temporárias, e outras já morreram. O assoreamento é muito grande. Os poucos peixes encontrados são tão caros que o povo não tem mais acesso ao que, antes, era a alimentação dos ribeirinhos. Não existe fiscalização das outorgas. Apenas 5% das matas ciliares ainda existem; 95% das margens estão desnudas. O povo chora “seu pai, sua mãe” morrer aos poucos.

A população tem esperanças de a água chegar?No início, devido à propaganda enganosa do governo, dizendo que as águas da transposição seriam para o povo do Nordeste Setentrional, havia grande euforia entre a população. À medida que a obra foi sendo levada à frente, com a expulsão de muitos proprietários e ribeirinhos, com a perda das terras vizinhas aos canais, com a morte de muitos animais, com a maneira desrespeitosa de tratar os grupos tradicionais, como indígenas e quilombolas, o povo foi tomando consciência da verdade da transposição. O projeto caiu no descrédito e não mais desperta nenhuma esperança para ninguém. Pelo contrário, uma imensa insatisfação diante de um projeto eleitoreiro, que permite e facilita a corrupção.

O senhor acredita que o projeto dará certo ao ser concluído, ou em algum momento? Não. O rio já não possui a quantidade de água necessária para ser transposto e continuar vivo para os demais usos. Isso implicaria imensas obras adicionais de reservatórios de água. A demanda de energia seria tão grande que colocaria em colapso a distribuição energética do Nordeste. A solução seriam usinas nucleares? Vejam o absurdo!

Após tantos apelos, duas greves de fome, acha que valeu a pena?O grito já foi dado e já foi ouvido. Sinto-me como São João Batista no deserto, pregando para o vazio. Espero e desejo que este grito – que, aliás, não é apenas meu – ecoe em algum lugar, em algum tempo. Só espero que, quando for ouvido, não seja tarde demais.



Fonte: JL/OTempo

 




Rio São Francisco: Minientrevista - Luiz Flávio Cappio - Bispo da Diocese de Barra (BA)

sábado, 17 de outubro de 2015

Sobradinho: Barragem pode entrar em colapso e comprometer abastecimento de água no NE





 


Brasília, 16 – Com apenas 6% de sua capacidade plena de armazenamento de água, o reservatório de Sobradinho vive o risco de entrar em colapso e comprometer o abastecimento de água da região Nordeste. Dia após dia, piora a situação deste que é a segunda maior caixa d’água do País, localizada no Rio São Francisco, na Bahia. Os dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apontam que, mesmo após uma série de medidas para guardar água, a queda no volume da represa é diária e a situação tende a piorar nos próximos dias, por conta da escassez das chuvas. Nesta próxima semana, a expectativa é de que chova apenas 26% da média histórica da região Nordeste para esta época do ano. Com esse resultado, todos os reservatórios do Nordeste, que hoje estão com 11% de capacidade, devem cair para cerca de 8%.


O caos de Sobradinho já serviu para produzir uma pilha infindável de processos contra a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), estatal do Grupo Eletrobras que opera uma sequência de oito hidrelétricas erguidas no São Francisco. Mais de 300 ações judiciais chegaram à empresa, apresentadas por pessoas e empresas que se sentiram prejudicadas pela constante redução da vazão do reservatório.


José Carlos de Miranda Farias, presidente da Chesf, diz que “a situação é preocupante e merece toda a atenção”, mas afirma que a redução do volume de água liberado pelo reservatório de Sobradinho respeita um conjunto de decisões técnicas e determinações feitas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Além disso, segundo Miranda, a diminuição de vazão é o que ainda tem permitido o acesso à água na região.


“Hoje estamos com uma vazão de 900 metros cúbicos por segundo. Se não existissem os reservatórios e a possibilidade de controle, hoje a vazão natural na região de Sobradinho seria de 300 metros cúbicos”, afirma Miranda.”Temos explicado para a população que se tratam de decisões necessárias para que não haja colapso. Se mantivéssemos as vazões normais, não haveria água hoje.”


Duas semanas atrás, a Agência Nacional de Águas (ANA) alterou a vazão da usina de Três Marias, que é o reservatório de cabeceira do Rio São Francisco e que fica antes de Sobradinho. Segundo maior da bacia, Três Marias teve seu volume de água ampliado de 300 m3/s para 500 m3/s, para tentar garantir que Sobradinho chegue em condições mínimas de operação em novembro, quando começa o período chuvoso.


São grandes os riscos, porém, de que Sobradinho zere seu reservatório e atinja o “volume morto”, como aconteceu com o Sistema Cantareira, em São Paulo. Essa possibilidade, inclusive, já chegou a ser alertada meses atrás pela Agência Nacional de Águas (ANA).


A Bacia do São Francisco abastece 97% da região Nordeste do País. Dentro dessa Bacia, Sobradinho e Três Marias respondem por 90% do volume de água, daí a relevância desses dois reservatórios para toda a região.


Em junho, Sobradinho teve sua vazão reduzida para 900 m3/s, quando a quantidade mínima que o reservatório tem autorização para operar, em condições normais, é de 1.300 m3/s. Mesmo em 2001, ano do racionamento de energia, a operação do reservatório chegou ao mínimo de 1.000 m3/s.


Trata-se da pior seca na região desde o início da série histórica, há 84 anos. Na última quinta-feira, o diretor do ONS, Hermes Chipp, afirmou que já está sendo analisada a possibilidade de nova redução na vazão do rio, caindo para 800 m?/s.


A preocupação hoje não está relacionada a risco de falta de energia, dado que há um conjunto de usinas térmicas em operação na região, além de conexões com o sistema interligado nacional, que garante o acesso à energia. O problema é garantir o abastecimento de água para a população.


Por meio de nota, a ANA informou que continua monitorando a bacia do Rio São Francisco “com a atenção que a situação requer, tendo em vista que o início da estação chuvosa pode atrasar”.


Segundo a agência, está prevista para a última semana de outubro uma reunião na sede da ANA com representantes de todos os setores usuários da bacia e representantes do poder público para avaliar a situação da Bacia. “Nesta reunião, poderão surgir sugestões de medidas, que serão avaliadas antes de serem implementadas.”


Fonte: Estado de Minas




Sobradinho: Barragem pode entrar em colapso e comprometer abastecimento de água no NE

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Barra: Cidade registra maior número de incêndios na Bahia




incendiobarrabahia


Com o maior número de focos de queimadas e incêndios na Bahia, a cidade da Barra, no oeste do estado, sofre para debelar as chamas. São 317 focos ativos, segundo dados dos ministérios da Ciência e Tecnologia, Inovação e Meio Ambiente.


Ao Bahia Notícias, o secretário de meio ambiente de Barra, Joaquim Dantas, disse que os casos começaram a ocorrer de forma mais intensa no início do mês. Segundo ele, a maioria das causas dos incêndios é provocada pela ação de caçadores. “É algo que a gente está tentando acabar, mas sempre persiste. O Inema [Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos]esteve aqui no último dia 20 e constatou isso”, conta ao citar principalmente às caçadas de tatus. Além disso, a prática antiga, feita por agricultores, de provocar queimadas para “limpar o pasto” também gera incêndios.


Em Barra, 22 bombeiros fazem o trabalho de controle das chamas. Para o secretário, ainda é necessário suporte de aviões para levar os brigadistas até o local dos focos, muitos deles localizados em áreas de difícil acesso.


Em Xique-Xique, com 144 focos de queimadas e incêndios, foram registradas mortes de cabras.


Agentes do Corpo de Bombeiros também trabalham no controle das chamas no município, sob o comando do Major Carregosa.


Por Juan Felix – Revista Barra Magazine


Fonte: Bahia Notícias




Barra: Cidade registra maior número de incêndios na Bahia