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sexta-feira, 20 de maio de 2016

Barra-BA: RCC realiza Congresso Diocesano no próximo final de semana




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A Renovação Carismática Católica da Diocese de Barra (BA) promove, no final de semana dos dias 21 e 22 de maio, o 6º Congresso Diocesano, com o tema “Sede Misericordiosos como vosso Pai é misericordioso” (Lc 6,36), o mesmo tema proposto para todo o Movimento nesse ano de 2016. O Congresso vai acontecer no Centro Murialdo, na cidade de Ibotirama (BA).


Será um grande momento de, com todo o povo carismático, experimentar e acolher as moções de Deus para a RCC da diocese, além de ser uma oportunidade para mergulhar e vivenciar a misericórdia de Deus, principalmente nesse Ano Santo.


O Congresso terá a presença da Ivan Moraes, da RCC do Distrito Federal; Branco Oliveira e de Frei Cristóvai, membros da RCC BA. Durante o Congresso teremos momentos de pregação, adoração e oração conduzidos pelos membros da Renovação Carismática Católica da Bahia.


As atividades começam no sábado (21), a partir das 8h e se estenderá ao longo do dia. No domingo (22) a programação começa a partir das 8h. O encontro possui uma taxa de R$10,00. Para mais informações acesse www.rccdiocesedebarra.blogspot.com.br.


Fonte: RCC Brasil

 




Barra-BA: RCC realiza Congresso Diocesano no próximo final de semana

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Barra: Perguntas e respostas com Dom Frei Luiz Cappio - O maior defensor do rio São Francisco




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Confira na íntegra a entrevista publicada na versão impressa da Revista Barra Magazine, “edição 06 – Janeiro/2016” com  Dom Luiz Flavio Cappio, Bispo Diocesano de Barra no oeste da Bahia e grande defensor do rio São Francisco.


 


Dom Luiz, a exatos um ano atrás realizávamos com o senhor uma grande reportagem sobre o Rio São Francisco. Em um ano, qual a analise que o senhor faz sobre a atual  situação do Velho Chico?


Em um ano muito se falou e se tem falado sobre o Rio São Francisco. Muitas lágrimas derramadas, muitas lamentações, muitos artigos em jornais, muito falatório estéril. Mas de concreto quase nada se tem feito no sentido de uma preocupação séria a respeito da vida do Velho Chico. O rio continua numa situação deplorável, cada vez mais carente de tudo o que diz respeito à sua vida. Apenas algumas iniciativas localizadas e de pequeno alcance. A nível governamental apenas uma esperança que vou desenvolver como resposta à 2º pergunta.


Existiram melhorias no cuidado com o rio (revitalização, saneamento, assoreamento, represas, transposição ) por parte do Governo Federal ? Se positivo, quais o senhor poderia elencar?


A nível de Governo Federal vejo apenas a iniciativa do Senador Otto Alencar a respeito da PEC sobre a Revitalização do Rio São Francisco em disponibilizar R$ 300.000.000,00 (trezentos milhões de reais) na criação do que eles chamam de “Fábricas de Mudas” que são viveiros de mudas para serem plantadas nas fontes abastecedoras da calha principal e afluentes do Rio São Francisco, como também na reconstituição das matas ciliares. Esta iniciativa é a primeira de médio porte que conheço e que esperamos que seja levada a sério e realizada a contento.


Em sua visão, quais seriam os pontos mais críticos que deveriam ter maior atenção por parte do governo? Quais deficiências podem ser observadas?


São várias as ações que devem urgentemente serem levadas a sério no que diz respeito a Revitalização do Rio São Francisco. Algumas delas já vem sendo realizadas, como disse, como experiências localizadas. Mas deveria ser uma maneira geral de se proceder para a Revitalização do Rio São Francisco e toda a sua bacia.


  1. Reconstituição das nascentes abastecedoras da bacia, a partir do mapeamento de todas elas, do diagnóstico a respeito da situação de cada uma delas e investimento seguro para sua reconstituição. Esta iniciativa precisa ter o apoio de recursos governamentais e geridos pela CODEVASF que tem esta missão principal.

Algumas experiências aqui, ali e acolá vem sendo feitas, mas isoladamente. Isso deve ser uma maneira de se proceder como um todo para com o Rio. A Natureza é pródiga. Tudo o que se faz no sentido de se reconstituir sua vida, ela responde satisfatoriamente.


  1. Saneamento Básico levado a sério. Tivemos há algum tempo atrás, e todos nós lembramos disso, um grande projeto  do Ministério da Integração Nacional, para o saneamento das cidades beradeiras. Sabemos, com tristeza como aqueles imensos recursos foram mal geridos e  desperdiçados.  Quase nada foi realizado, o que poderia ter sido um verdadeiro saneamento de nossos esgotos que caem “in natura” diretamente na calha do rio.

  2. Rever toda a política de outorgas de água para Projetos de Irrigação que sejam condizentes às reais disponibilidades dos rios da bacia. Uma fiscalização séria dessas outorgas para que não se tornem clientelismo político de grupos empresariais.

  3. Moratória do Cerrado – urgente e levada a sério. É impossível continuar a destruição dos cerrados que se constituem no Bioma mais importante para a preservação de toda a bacia sanfranciscana.


A corrupção que assola o país também chegou à Transposição do Rio São Francisco. Duzentos milhões de reais foram desviados da obra que promete matar a sede do nordestino, o que o senhor pensa sobre isso?


Há exatamente 10 anos fiz o primeiro jejum de 11 dias e há 8 anos o segundo jejum de 24 dias. Naquela ocasião já dizia com todas as letras o que hoje sabemos oficialmente. Pena que na época não acreditaram no que dizia. Senti-me com João Batista pregando no deserto às pedras e às areias. Mas o tempo, pai da verdade, mostra todas as coisas como elas são. Agora a verdade apareceu.



Como o senhor enxerga o crescimento do agronegócio nas margens do Rio São Francisco, e da intenção dos governantes em transformar as terras barrenses em polos da agroindústria ?


Existem duas maneiras de se trabalhar a terra e de se produzir mantimentos:


  1. Agricultura Familiar, que privilegia a produção em escala de consumo familiar e comunitário. Ali se produz tudo o que se necessita para a vida das pessoas, famílias e comunidades. É a Agricultura Familiar que põe a mesa em que o povo come e garante o sustento das famílias (arroz, feijão, mandioca, legumes, frutas em geral, hortaliças, etc.).

  2. Agroindústria, que privilegia a produção de alguns produtos em grande escala para a indústria e o comercio internacional de grãos. São cultivados produtos que serão industrializados e comercializados para o exterior (soja, algodão, milho, etc.).

 


Todas as duas formas tem a sua importância e sua necessidade. O que precisamos é o equilíbrio entre as duas maneiras de trabalhar a terra e produzir mantimentos. Precisamos garantir a Agricultura Familiar para a sobrevivência das famílias e a produção de alimentos que vamos consumir em nossa mesa. Para isso uma verdadeira Reforma Agrária se faz necessário para garantir a terra para nela se trabalhar e cultivar.


Precisamos incentivar a Agricultura em alta escala que chamamos de agronegócio, pois ela produz divisas, altos investimentos em maquinário, tecnologia avançada. O Brasil dispõe de grandes áreas que se prestam para este tipo de agricultura, como também a bacia do São Francisco.


Mas precisamos tomar alguns cuidados, a saber:


  1. Respeito pelas leis ambientais, no que diz respeito à preservação de áreas de manejo, preservação de fontes e nascentes e suas matas ciliares. Não se pode desmatar tudo em nome da economia. A economia está a serviço da vida. Jamais a vida pode se submeter aos interesses econômicos.

  2. Cuidado no uso de defensivos agrícolas e agrotóxicos. Sabemos que muitos que são utilizados em nossas lavouras são proibidos em outros países.

  3. Muito cuidado na obtenção da água, principalmente nas lavouras que exigem irrigação. As outorgas devem ser de acordo com as leis ambientais e a fiscalização muito rígida para evitar abusos.

 Quando se trata de poços artesianos também muito cuidado com nossos aqüíferos que devem ser muito bem controlados para não se causar danos irreparáveis para o futuro.


  


Infelizmente o interesse pelo capital, pelo lucro é maior do que pela preservação da vida, do meio ambiente. Diante disso se sacrifica a natureza, rios, florestas, matas, nascentes, ar, em função dos imensos lucros que as atividades do agronegócio podem produzir. É a supremacia do econômico em sacrifício da vida da natureza, das pessoas.


Nossas leis ambientais são muito ricas e atualizadas. São consideradas as melhores do mundo. Mas não são cumpridas nem fiscalizadas. Por isso os absurdos que se cometem.


Enquanto de nossa parte e da parte dos nossos dirigentes não houver uma verdadeira mudança de pensamento, de paradigma, de maneira de conceber a vida e a natureza, estaremos sujeitos a tantas destruições que coloca em risco o futuro de nosso planeta e a vida das futuras gerações.


 


Dom Frei Luiz Flávio Cappio, OFM


Bispo Diocesano de Barra – BA


 


Por Juan Felix – Revista Barra Magazine




Barra: Perguntas e respostas com Dom Frei Luiz Cappio - O maior defensor do rio São Francisco

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Barra: Pe. Edilson Alkimin visita a cidade e os Brejos da Barra após 55 anos




Pe. Edilson Alkimin Cunha

Durante o final de semana a cidade de Barra no oeste da Bahia recebeu a visita do, professor, escritor, tradutor e lingüista da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Católica de Brasília, Pe. Edílson Alkimin Cunha. Há 55 anos ele não retornava a cidade após tomar uma decisão que mudou sua vida. Já idoso e com dificuldades para caminhar o ex pároco do município foi recebido por velhos amigos e admiradores no aeroporto da cidade.


Edilson Alkimin Cunha e João Leão


Grande benfeitor do município pelas suas ações religiosas, sociais e assistenciais. Intelectual e poeta, ele promoveu significativos avanços educacionais, entre os anos 1954 e 1961, com a fundação do Educandário Diocesano Cristo Rei, a Livraria Papa Pio XII e o Clube de Línguas onde eram ensinados cinco idiomas: “inglês, francês, italiano, latim e grego”. Estas e outras ações empreendedoras transformaram a vida cultural na região do médio São Francisco.


Pe. Edilson Alkimin


Foi realizada uma recepção no Centro Diocesano onde foram recitadas poesias escritas por Alkimin, musicas cantadas pelo coral e depoimentos emocionados de seus amigos.


João leão, Edilson Alkimin, Artur Silva


Muito emocionado Edilson  agradeceu a todos e relembrou os bons tempos de seu trabalho na Diocese de Barra. Posteriormente conheceu o campus da Universidade Federal do Oeste da Bahia e visitou os Brejos da Barra.


João leão, Cacá Leão, Antonio Henrique Junior


O padre Edilson como é carinhosamente chamado veio acompanhado pelo vice-governador João Leão e os deputados Cacá Leão e Antonio Henrique Júnior.


Por Juan Felix – Revista Barra Magazine



Barra: Pe. Edilson Alkimin visita a cidade e os Brejos da Barra após 55 anos

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Barra: Grande defensor do Rio São Francisco completa 69 anos; Dom Frei Luís Flávio Cappio fez aniversário dia 04 de outubro




DomfreiLuisFlavioCappioA Paróquia e a Diocese de Barra no oeste da Bahia realizam anualmente grande festa em homenagem ao padroeiro São Francisco das Chagas. Na data também é comemorado o aniversário do maior defensor do Rio São Francisco e dos ribeirinhos, o Bispo Diocesano Dom Frei Luís Flávio Cappio, que há dezoito anos lidera a Diocese da cidade.


Nascido em Guaratinguetá em 4 de outubro de 1946, Cappio é o filho mais novo de uma família de origem italiana, e é formado em Economia. Fez seus estudos teológicos no Seminário Franciscano de Petrópolis, estado do Rio de Janeiro. Foi ordenado padre em 1971. Trabalhou por três anos na periferia da cidade de São Paulo pela Pastoral Operária. Em 1974, partiu para o semi-áridonordestino com a roupa do corpo. Desde então, o bispo vive em Barra no sertão nordestino.


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Dom Luís Cappio nasceu no dia em que a Igreja Católica celebra São Francisco de Assis, tornou-se religioso da ordem Franciscana, e foi viver às margens do rio São Francisco. Em 1992, ao completar 48 anos, iniciou uma peregrinação de 6 mil quilômetros da nascente até a foz do Rio São Francisco. Esta peregrinação durou um ano. Este período foi vivido por Dom Luís Cappio como uma missão ecológica e religiosa, durante a qual o frei buscou conscientizar a população sobre a necessidade de preservação do Rio São Francisco. A experiência foi publicada no livro “O Rio São Francisco – Uma Caminhada entre Vida e Morte”, pela Editora Vozes. Em 1997 tornou-se bispo da Diocese de Barra.


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Nos anos de 2005 e 2007 ganhou as manchetes dos jornais ao fazer duas greves de fome em protesto ao projeto de transposição do Rio São Francisco, do governo federal. Além das greves, o líder espiritual da Diocese de Barra ficou conhecido mundialmente pelo recebimento de alguns prêmios:


“No dia 10 de agosto de 2008 a Pax Christi Internacional, com sede em Bruxelas, anunciou a decisão de dar a Dom Luís Flávio Cappio o prêmio da Paz 2008, por sua luta em defesa da vida na região do São Francisco. O prêmio foi entregue no dia 18 de outubro do mesmo ano, durante a V Romaria das Águas, em Sobradinho .


Em 9 de maio de 2009, Dom Cappio recebe o Prêmio Kant de Cidadão do Mundo, da Fundação Kant, na cidade de Freiburg. Este prêmio é concedido bi anualmente a pessoas que se destacaram na defesa dos direitos humanos .


Em 22 de outubro de 2009, Dom Cappio recebeu o Troféu João Canuto, por iniciativa do Movimento Humanos Direitos, devido ao seu empenho pelos direitos humanos .”


Por Juan Felix – Revista Barra Magazine




Barra: Grande defensor do Rio São Francisco completa 69 anos; Dom Frei Luís Flávio Cappio fez aniversário dia 04 de outubro

Barra: Católicos festejaram o padroeiro da cidade com procissão fluvial




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Na manhã do domingo (04) de outubro os católicos da cidade de Barra no oeste da Bahia festejaram o dia de São Francisco das Chagas, padroeiro da Paróquia e da Diocese de Barra com uma procissão fluvial. O dia festivo começou com a alvorada e continuou com a procissão fluvial, missa, procissão das luzes e a solene Eucaristia.


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Várias embarcações participaram do cortejo que levava a imagem de São Francisco pelas águas dos rios Grande e São Francisco. Na embarcação principal, a balsa Pai e Filho, o bispo  diocesano Dom Frei Luiz Cáppio abençoava os ribeirinhos que tanto dependem do rio que é o “pai da vida”.


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A história da cidade de Barra está diretamente ligada à figura dos monges franciscanos e ao santo São Francisco de Assis. Quando a área foi povoada entre 1670 e 1690, os franciscanos realizavam a catequização dos índios e em pouco tempo ergueram na região a capela de São Francisco das Chagas da Barra do Rio Grande do Sul.


Por Juan Felix – Revista Barra Magazine



Barra: Católicos festejaram o padroeiro da cidade com procissão fluvial

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Barra: Audiência Pública sobre invasão de terras dos Brejos da Barra reúne cerca de 200 pessoas




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Cerca de 200 barrenses se reuniram em uma Audiência Pública hoje pela manhã no Centro Diocesano em Barra no oeste da Bahia. O evento que tratou da “invasão das terras dos Brejos da Barra” reuniu moradores de 28 comunidades da zona rural.


A reunião foi organizada pela Diocese de Barra juntamente com a Comissão Pastoral da Terra, Sindicato dos Trabalhadores Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura de Barra e Paróquia da Diocese.


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O principal assunto tratado foi o registro da Fazenda Cristo Rei de 229 mil hectares que sobrepôs terras de aproximadamente cinco mil famílias da zona rural. Em alguns dos casos, moradores informaram que suas famílias estão no local há mais de cem anos.


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Em vermelho toda a área dos Brejos da Barra supostamente grilada

Foram apresentados os limites registrados no INCRA, e os moradores puderam pela primeira vez, saber corretamente se estão dentro da área supostamente grilada.


Diversas autoridades estiveram no local e apresentaram seu apoio. Os moradores das regiões afetadas tiveram a oportunidade de fazer perguntas e tirar dúvidas a respeito da situação de suas comunidades. Dentre as principais perguntas a que imperava era: “de quem a empresa comprou toda essa terra e como ela conseguiu ser registrada no cartório”.


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O prefeito Artur Silva disse que a Prefeitura de Barra é uma das maiores interessadas em resolver esse assunto, visto que várias obras públicas como estradas, escolas e postos de saúde também estão dentro dessa área.


Ao término da audiência foi definido que seria enviada uma solicitação à Coordenação de Desenvolvimento Agrário-CDA para intervir com uma ação discriminatória de toda área.


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A CDA é um órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Rural-SDR. É quem conduz a política agrária da Bahia tendo no fortalecimento da agricultura familiar. O órgão responde a duas grandes preocupações do Estado: “a regularização da posse das terras e a democratização do acesso a terra”.


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Este órgão é quem  coordena, supervisiona e desenvolve ações voltadas para as comunidades rurais menos favorecidas, contribuindo para reduzir, substancialmente, as desigualdades sociais encontradas no meio rural.


Por Juan Felix – Revista Barra Magazine


 




Barra: Audiência Pública sobre invasão de terras dos Brejos da Barra reúne cerca de 200 pessoas

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Barra: Escritório de Advocacia registra em seu nome cerca de 20% do território da zona rural barrense avaliado em 68 milhões de reais




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Moradores da zona rural de Barra no oeste da Bahia tem perdido o sono com a descoberta de que um escritório de advocacia sediado em Juazeiro-BA teria registrado em seu nome 229 mil hectares de terras. As terras registradas estão em parte no território conhecido como “Brejos da Barra”, onde vivem isoladamente há mais de 100 anos dezenas de famílias que sobrevivem da terra que lhes é passada de geração em geração.


O município que é um dos mais extensos do oeste da Bahia possui 1.141.450,00 hectares segundo o IBGE. Dentro de seu território estão os Brejos da Barra, região povoada pelo “brejeiro”, abastada de riquezas naturais como nascentes, riachos, minérios, corredores de vento, chapadas, animais, mata virgem e terra produtiva da agricultura familiar. Apesar do desenvolvimento e construção de estradas vicinais nos últimos anos, a área ainda é bastante isolada, e em algumas comunidades o acesso é feito somente por animal ( jumento ) ou por veiculo 4×4.


De acordo com o um documento obtido do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA, no dia 22 de abril de 2014 foi solicitado no Sistema de Gestão Fundiária – SIGEF  o registro de uma área denominada “Fazenda Cristo Rei” com 229 mil hectares de terra em nome da empresa Almeida Mendes Advocacia. A faixa de terra que foi registrada compreende segundo informações um trecho limítrofe que vai de Pilão Arcado até Buritirama.


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O escritório de advocacia que fica localizado em Juazeiro, foi aberto em 2013 e é de propriedade dos advogados Rodrigo Nunes da Silva e Danielle Nair Regis Almeida Mendes de Carvalho de acordo com a Receita Federal.


Procuramos os sócios da empresa para falar sobre o assunto. O sócio majoritário e advogado Rodrigo Nunes informou que desconhece a aquisição de 1/5 do território barrense por parte do escritório do qual é sócio proprietário e nos pediu que procurasse a sua sócia Danielle Carvalho. Rodrigo disse ainda que não possui mais vinculo com o escritório e informou que sua sócia é esposa do ex promotor de justiça de Barra, Rildo Mendes de Carvalho.


Em entrevista concedida  por telefone à Revista Barra Magazine, a advogada e sócia da Almeida Mendes Advocacia informou que a terra foi devidamente registrada e escriturada conforme a lei.  De acordo com a empresária, todos os posseiros que estiverem na sua faixa de terra, podem lhe procurar para regularizar o desmembramento e receber sua escritura. Segundo Danielle, é de seu interesse resolver os conflitos com os moradores da melhor maneira possível.


Perguntada sobre quem havia lhe vendido ou  como conseguiu registrar cerca de 20% do território da cidade de Barra, Danielle disse que esse assunto era particular mais que estava tudo devidamente registrado e documentado no Cartório de Registro de Imóveis Títulos e Documentos de Barra.


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Quando perguntada se era esposa do ex promotor de justiça que trabalhou um período na cidade, Danielle respondeu que é casada com o membro do Ministério Público, “o fato de eu ser casada com um promotor não significa que eu não possa comprar uma terra na cidade”, diz Danielle que pediu para o nome do mesmo não fosse divulgado nem vinculado à operação de compra  e registro das terras.


De acordo com o Vereador Edmilson Evangelista, muita gente terá que se explicar na cidade, e que muito terá que ser esclarecido e provado a respeito dessa grande operação, que pode ser considerada uma das maiores grilagens de terra da Bahia e do Brasil.  Segundo Edmilson, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais juntamente com outras entidades de classe e religiosas estão empenhadas em levar judicialmente essa questão até a ultima instancia. “Se essa terra toda não tem dono, como ela pode ter sido comprada e registrada?”, disse o vereador.


Para discutir o assunto e dar orientações à comunidade sobre os direitos dos moradores da região atingida, a Diocese de Barra juntamente com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Comissão Pastoral da Terra, Paróquia São Francisco das Chagas e Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Barra convocaram uma Audiência Pública para o dia 31 de Agosto a partir das 07:00hs no Centro Diocesano.


De acordo com um corretor de imóveis a Fazenda Cristo Rei de 229 mil hectares pode ser avaliada em R$ 68.000.700,00 (sessenta e oito milhões e setecentos mil reais ) se for vendida ao preço médio de R$ 300,00 por hectare.


Por Juan Felix – Revista Barra Magazine


Fonte: INCRA e Receita Federal


Fotos: Jerry Souza




Barra: Escritório de Advocacia registra em seu nome cerca de 20% do território da zona rural barrense avaliado em 68 milhões de reais