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segunda-feira, 9 de maio de 2016

Política: Renan decide dar continuidade ao impeachment de Dilma; votação será na quarta





O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), comunicou nesta segunda-feira (9) ao plenário da Casa que decidiu dar continuidade à tramitação do processo de impeachment no Senado à revelia do ato do presidente em exercício da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), que anulou a sessão que autorizou o enviou para análise dos senadores. A decisão foi tomada após consultas ao regimento interno do Senado e conversa com líderes partidários na residência oficial em que mora.


A Secretaria-Geral da mesa diretora do Senado recebeu, às 11h37 desta segunda, ofício do presidente interino da Câmara dos Deputados pedindo que os autos do processo de impeachment sejam devolvidos àquela Casa. Cabia a Renan Calheiros decidir se devolvia ou não o processo aos deputados federais.

A decisão de Renan Calheiros de dar continuidade à tramitação do processo de afastamento. Com isso, será lido no plenário do Senado, um resumo do parecer da comissão especial do impeachment do Senado que recomenda a instauração do processo pelo Senado.


Após a leitura, o resumo será publicado no “Diário Oficial do Senado” e começará a contar o prazo de 48 horas para que o relatório possa ser votado pelos senadores.


A sessão de votação do parecer está prevista para iniciar na quarta-feira (11) pela manhã. No entanto, como cada senador terá 15 minutos para fazer considerações sobre o relatório, a sessão deverá invadir a madrugada de quinta-feira (12). Se a maioria simples dos senadores presentes (metade mais um) aprovar o relatório da comissão, a presidente será afastada da sua função por 180 dias. Para que a sessão tenha início, é necessária a presença de pelo menos 41 senadores.


Se a maioria dos senadores decidir pela abertura do julgamento no Senado, o vice Michel Temer assumirá a presidência enquanto os parlamentares julgam a presidente. O processo não precisa terminar em 180 dias e, se ultrapassar este prazo, Dilma reassumiria o governo.


Na última sexta (6), o parecer do relator, Antonio Anastasia (PSDB-MG), foi aprovado com 15 votos a favor e 5 contra. Dos 21 integrantes da comissão, apenas o presidente, senador Raimundo Lira (PMDB-PB), não votou. Antes de autorizar a votação no painel eletrônico, ele explicou que só iria registrar voto caso ocorresse um empate.


O parecer de Anastasia diz que a denúncia acolhida pela Câmara contra Dilma apresenta os requisitos formais exigidos pela lei e pela Constituição: indícios de autoria e existência de crimes de responsabilidade. O parecer levou em conta decretos da presidente que abriram créditos suplementares sem autorização do Congresso e as chamadas “pedaladas fiscais”.


“Identificamos plausibilidade na denúncia, que aponta para a irresponsabilidade do Chefe de Governo e de Estado na forma como executou a política fiscal”, diz o texto. “Não se trata, por fim, de ‘criminalização da política fiscal’, como registrou a denunciada em sua defesa escrita apresentada a esta Comissão, mas da forma como a política foi executada, mediante o uso irresponsável de instrumentos orçamentário-financeiros”, completa o relatório.


No parecer de 126 páginas (veja a íntegra), Anastasia também rebate as críticas da base governista de que o processo representa um “golpe” e disse que ele está de acordo com a Constituição.


Veja abaixo os principais pontos do relatório de Anastasia:


– A denúncia contra Dilma está de acordo com a Constituição e deve ser aceita.

– O processo não é golpe, porque seguiu as leis e teve direito a ampla defesa.

– Existe previsão legal para o impeachment, para evitar um “poder absoluto do governante”.

– Há indícios de materialidade e autoria das “pedaladas fiscais” de decretos de abertura de créditos suplementares. Os atos configuram crime de responsabilidade.

– É possível, sim, julgar contas que ainda não foram avaliadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

– Não houve “vício” na abertura do processo na Câmara, que foi motivada, principalmente, por questões técnicas.

– Não houve irregularidades na votação na Câmara.

– Não há irregularidade na eleição de Anastasia para relatoria da comissão especial do Senado.


Fonte: G1




Política: Renan decide dar continuidade ao impeachment de Dilma; votação será na quarta

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Política: Governo prevê derrota em comissão e tenta se salvar no plenário 





A ameaça de debandada do aliado PP e a aprovação dada como certa do parecer que pede o impeachment de Dilma Rousseff, mais o temor de novidades na Operação Lava Jato, deixam o Palácio do Planalto pessimista na semana decisiva para a defesa do mandato da presidente, de acordo com informações publicadas pela Folha. Nem a queda de 68% para 61% no apoio ao afastamento, apontada pelo Datafolha, melhorou os ânimos.


Todo o trabalho feito pelo ex-presidente Lula e pelo governo de prometer cargos e verbas para os partidos que podem ocupar o espaço deixado pelo PMDB, como PP, PR e PSD, parecia estar garantindo os 172 votos que barram o processo de impeachment –ou pelo menos evitar que os opositores alcancem os 342 deputados necessários enviar o pedido ao Senado.


Pós comissão


12.abr

O resultado da votação sobre o relatório é lido no plenário da Câmara


13.abr

O texto é publicado no diário da Câmara e dá-se início à contagem de 48 horas para o início da votação em plenário


15.abr

Previsto o início do debate e votação no plenário, que o presidente da Câmara estima poder durar três dias. Isso faria com que a votação ocorra no domingo (17)


19.abr

Envio ao Senado, em casode aprovação


21.abr

O Senado tem até dois dias para formar sua comissão, que terá mais dez dias para analisar o pedido. O processo tem previsão para terminar em 2 de maio


4.mai

Processo de impeachment é instaurado se obtiver maioria simples; nesse caso, Dilma é afastada por até 180 dias


Fonte: Bocão News




Política: Governo prevê derrota em comissão e tenta se salvar no plenário 

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Política: Segundo a Datafolha, 60% dos deputados dizem votar pelo impeachment de Dilma Rousseff






A maior parte dos deputados federais está decidida a votar pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff no plenário da Câmara –a votação está prevista para o domingo, dia 17 de abril. Em levantamento feito pelo Datafolha de 21 de março a 7 de abril entre os parlamentares, 60% deles dizem que darão votos favoráveis ao impedimento da petista.


O número, porém, não é suficiente para que se aprove o processo: caso a percentagem seja projetada para o total de 513 votantes (contando o presidente da Casa, Eduardo Cunha, do PMDB-RJ, que anunciou que deve se manifestar), o impeachment de Dilma teria hoje 308 votos –34 a menos que os 342 necessários (67% da Câmara) para que a ação seja levada ao Senado.


No lado oposto, 21% dos deputados declararam votos contrários ao processo –seriam 108 parlamentares a favor do mandato da presidente. Para permanecer no cargo, a presidente precisa que 172 parlamentares não votem pelo impedimento. O cenário atual de encaminhamento do caso ao Senado depende dos 18% dos deputados que estão indecisos ou não declararam a posição (o 1% que falta para os 100% deve-se à aproximação).


No recorte das quatro maiores bancadas da Câmara (PMDB, PT, PSDB e PP), a situação da presidente só pode ser considerada tranquila em seu próprio partido. No PP, que o governo corteja para ampliar a participação na máquina federal –e que, em reunião nesta semana, decidiu permanecer formalmente aliado a Dilma–, votos pró-impeachment chegam a 57%; indecisos são 30%. Os índices são semelhantes aos do PMDB, que era o maior aliado da presidente e desembarcou de sua base de apoio no mês passado: 59% dos deputados do partido devem votar pelo afastamento; 38% não se posicionaram.


Também se registrou recuo entre os contrários ao processo (eram 31% em dezembro, ante 21% hoje) e entre os indecisos (de 27% para 18%). A evolução acompanha os desdobramentos do processo de impeachment, aberto no início de dezembro.



Na pesquisa, cada parlamentar foi contatado diretamente, por telefone, e informado de que as informações coletadas seriam confidenciais e haveria garantia de anonimato das respostas. Todos os 513 deputados foram contatados pelo Datafolha por telefone. Foram ouvidos 291 deputados, e os resultados foram ponderados segundo as bancadas dos partidos, com o pressuposto de que a filiação é uma variável importante na definição do voto.  Os que não aceitaram participar ou não responderam, somados aos que participaram, mas não se posicionaram em determinadas questões, formam um grupo suficientemente grande para, eventualmente, alterar tendências dos resultados.



Fonte: Bocão News




Política: Segundo a Datafolha, 60% dos deputados dizem votar pelo impeachment de Dilma Rousseff

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Política: Eduardo Cunha autorizou processo de impeachment contra  Dilma Rousseff




EDUARDO-x-DILMA


O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, acabou de autorizar autorizou a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff se baseando no requerimento formulado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior que trata das pedaladas fiscais. Haviam sete pedidos de afastamento em suas mãos aguardando analise.


“Quanto ao pedido mais comentado por vocês proferi a decisão com o acolhimento da denúncia. Ele traz a edição de decretos editados em descumprimento com a lei. Consequentemente mesmo a votação do PLN 5 não supre a irregularidade”, contou Cunha em entrevista coletiva na Câmara.


Na tarde desta quarta, o peemedebista se reuniu e tratou do assunto, em seu gabinete com deputados do PMDB, SD, PP, PSC, DEM, e PR.


Por Juan Felix – Revista Barra Magazine




Política: Eduardo Cunha autorizou processo de impeachment contra  Dilma Rousseff