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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Polícia: Moro recebe denúncia e Cunha vira réu na Justiça do Paraná







O juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em Curitiba, ratificou nesta quinta-feira a ação penal aceita pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) pelos crimes de corrupção passiva, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Como Cunha teve o mandato cassado em setembro e perdeu o foro privilegiado, caberá a Moro julgá-lo por suposto recebimento de propina em contratos da Petrobras para exploração de petróleo em um campo no Benin, na África, ocultada em contas na Suíça.



O ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF, havia encaminhado a Moro em setembro, poucos dias após a cassação de Eduardo Cunha, as duas ações penais já abertas contra o ex-deputado no Supremo.


A partir de agora, conforme o despacho de Moro, Eduardo Cunha terá dez dias para apresentar resposta nos autos do processo, que correrá sem sigilo. Como os fatos a serem julgados na ação penal contra o ex-presidente da Câmara têm conexões com outro processo, em que são réus a mulher de Cunha, Cláudia Cruz, e outras quatro pessoas, o magistrado determinou que os dois processos sejam vinculados.


Cláudia é ré pelos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, suspeita de esconder recursos de propina em uma conta secreta no exterior da qual era beneficiária final e utilizar o dinheiro para pagamentos e gastos de luxo.


Sergio Moro seguiu o Ministério Público Federal do Paraná e não aceitou a denúncia inicialmente oferecida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra Cunha por crime eleitoral. Janot havia acusado Cunha de omitir as contas no exterior de suas declarações de bens ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


Segundo Moro, “tal conduta resta absorvida pela imputação de corrupção e lavagem”, já que “em toda imputação de corrupção e lavagem de dinheiro contra agente político, seria inevitável a imputação desse delito eleitoral menor. Além disso, é evidente que, com tal omissão, o acusado não pretendia vulnerar a regularidade do processo eleitoral, mas sim apenas manter em segredo a existência dessas contas no exterior, eventualmente utilizadas, segundo a denúncia, como receptáculos de pagamento de vantagem indevida”.



Fonte: Veja




Polícia: Moro recebe denúncia e Cunha vira réu na Justiça do Paraná

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Política: STF nega pedido de Cunha para adiar depoimentos da acusação




Eduardo Cunha pediu adiamento dos depoimentos de 11 testemunhasO presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, negou nessa quarta-feira (20), por motivos processuais, pedido feito pela defesa dodeputado federal afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para suspender os depoimentos de 11 testemunhas de acusação na ação penal em que o parlamentar é acusado dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.


Na decisão, o ministro entendeu que não cabe habeas corpus, recurso utilizado pela defesa de Cunha, contra decisão de outro membro da Corte. O mérito da questão não foi analisado. Cunha responde pelo suposto recebimento de US$ 5 milhões de propina em um contrato de navios-sonda da Petrobras.


O primeiro depoimento deve ocorrer nesta quinta-feira (21), na Justiça Federal em Curitiba. No dia 1º de agosto, serão ouvidos na Justiça Federal no Rio de Janeiro o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, o ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa e o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano. Outro delator, o empresário Júlio Camargo, que acusou Cunha de receber propina, falará à Justiça Federal em São Paulo no dia 8 de agosto.


Na sexta-feira (15), os advogados de Cunha protocolaram petição para contestar a decisão do juiz Paulo Marcos de Farias, auxiliar do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo, que determinou o agendamento das audiências de testemunhas arroladas pelo Ministério Público Federal (MPF). Cinco das 11 pessoas que devem depor são delatores na Operação Lava Jato.


Segundo os advogados de Cunha, a decisão não poderia ter sido proferida durante o mês de julho, período de recesso no tribunal, pelo juiz auxiliar de Zavascki. Além disso, a defesa alega que não foi intimada sobre a decisão que autorizou as audiências.


Após o Supremo receber o recurso, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também pediu o adiamento dos depoimentos por entender que as oitivas não poderiam ocorrer durante o período de recesso na Corte.


Fonte: Terra




Política: STF nega pedido de Cunha para adiar depoimentos da acusação

terça-feira, 14 de junho de 2016

Politica: Força-tarefa da Lava Jato propõe ação de improibidade contra Cunha









A força-tarefa da Operação Lava Jato no Paraná protocolou ação civil pública de improbidade administrativa contra o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Segundo o Ministério Público Federal (MPF), ele foi beneficiário direto do esquema de corrupção instalado na Diretoria Internacional da Petrobras.


A força-tarefa pede a suspensão dos direitos políticos de Cunha por dez anos e a perda do enriquecimento ilícito de US$ 5.762.679,66. Segundo o MPF, embora Cunha tenha prerrogativa de foro por ser deputado federal, o processo e o julgamento de atos de improbidade tramitam em primeira instância. Além de Cunha, são requeridos na ação a mulher dele, Cláudia Cordeiro Cruz, o ex-diretor da estatal Jorge Luiz Zelada, o operador João Henriques e o empresário Idalécio Oliveira – os quatro viraram réus em ação criminal da Lava Jato na sexta-feira (10).


Os investigadores sustentam que Cunha usou o mandato de deputado para manter esquema de corrupção e obter vantagens ilícitas. “Desvirtuando a finalidade da função parlamentar para atender interesses espúrios particulares, comprometendo a imagem da Câmara dos Deputados”, diz o MPF. A ação trata de atos considerados ilícitos na aquisição pela Petrobras de 50% dos direitos de exploração de um campo de petróleo em Benin, na África.


O negócio foi avaliado em US$ 34,5 milhões e gerou um pagamento de propina de US$ 10 milhões – deste total, Cunha ficou com US$ 1,5 milhão. “A propina foi recebida no exterior em contas titularizadas por trusts e em nome de offshore controladas pelo parlamentar. A negociação, além de ter sido danosa ao patrimônio da estatal, foi concluída com o intuito principal de distribuir vantagens indevidas aos demais integrantes do esquema criminoso”, dizem os procuradores.


Para os investigadores, há “fortes indícios de enriquecimento ilícito do parlamentar”, o que foi evidenciado pela movimentação considerada expressiva de valores em contas mantidas por ele no exterior. “Era tamanha a intenção de Cunha em ocultar a titularidade das contas mantidas na Suíça que, em formulário próprio, solicitou o encaminhamento de correspondência da instituição financeira para endereço nos Estados Unidos, sob alegação de que o serviço postal em seu país de origem não seria confiável”, afirmaram. Foram estes recursos que abasteceram as contas da mulher de Cunha, Cláudia Cruz, que pagou despesas de luxo no exterior com o dinheiro da propina, conforme o MPF. Os procuradores pedem que ela perca US$ 1.275.000 que movimentou no exterior para bancar cartões de crédito.


A força-tarefa pediu ainda a reparação do dano causado à Petrobras no valores de US$ 10 milhões – cerca de R$ 35 milhões -, além da perda dos bens comprados com dinheiro ilícito e o pagamento de multa três vezes acima dos valores recebidos irregularmente. Eles podem também ter de arcar com pagamento de danos morais coletivos com objetivo de desestimular a continuidade dos crimes, segundo o MPF.



Fonte: Barreiras Notícias




Politica: Força-tarefa da Lava Jato propõe ação de improibidade contra Cunha

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Política: STF envia para Sérgio Moro pedido de abertura de inquérito contra Wagner




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O Supremo Tribunal Federal (STF) enviou um pedido de abertura de inquérito contra o ex-ministro Jaques Wagner para o juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato em Curitiba.


Em seu despacho, o ministro Celso de Mello, que era relator do caso, disse que atendeu a um pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Com base na delação do senador cassado Delcídio Amaral (sem partido-MS), Janot pediu para incluir Wagner no inquérito-mãe da Lava Jato que tramita no Supremo, o quadrilhão.


Não há detalhes sobre qual o teor da investigação contra Wagner, que foi ministro-chefe da Casa Civil da presidente afastada Dilma Rousseff. No pedido, porém, Janot afirma que o caso deve ser submetido a Moro “para verificar a conexão entre os fatos aqui narrados e aqueles imbricados no complexo investigativo denominado Operação Lava Jato e para adotar as providências que entender cabíveis sobre os fatos aqui expostos”.


O envio da solicitação de abertura de inquérito para a primeira instância foi justificado pelo ministro do STF pelo fato de que o petista não tem mais direito ao chamado foro privilegiado depois de ter deixado o ministério de Dilma.


“Tendo em vista que cessou a investidura funcional do ora investigado em cargo que lhe assegurava prerrogativa de foro perante esta Corte, reconheço não mais subsistir, no caso, a competência originária do Supremo Tribunal Federal para prosseguir na apreciação deste procedimento de natureza penal”, disse.


Wagner também já foi citado por outros delatores da Lava Jato. Em janeiro, o jornal o estado de S. Paulo mostrou que o petista trocava mensagens de texto com o ex-presidente da OAS Leo Pinheiro. Ele também foi mencionado em depoimentos do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. O ex-ministro nega que tenha cometido irregularidades.


Fonte: Tribuna Bahia




Política: STF envia para Sérgio Moro pedido de abertura de inquérito contra Wagner

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Polícia: Japonês da federal é preso em Curitiba




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O policial federal Newton Ishii, chamado de Japonês da Federal e que ficou conhecido durante a Operação Lava Jato, foi preso na terça-feira (7) em Curitiba. O mandado foi expedido pela Vara de Execução Penal Justiça Federal de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.


Ele está detido na Superintendência da Polícia Federal na capital paranaense. De acordo com o advogado do agente, Oswaldo de Mello Junior, Ishii foi condenado a quatro anos e dois meses, em 2003, em virtude da Operação Sucuri, que descobriu envolvimento de agentes na entrada de contrabando no país.


As investigações mostraram que os agentes facilitavam a entrada de contrabando no país, pela fronteira com o Paraguai, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. O caso tramita sob segredo de Justiça.


Ainda segundo o advogado, a pena será cumprida em regime semiaberto.


Nome citado na Lava Jato


O nome de Newton Ishii foi citado em meio à Operação Lava Jato na gravação que levou à prisão o senador Delcídio Amaral, em Brasília.


No áudio, o senador fazia tratativas com o chefe de gabinete dele, Diogo Ferreira, o advogado Edson Ribeiro e o filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, Bernardo, buscando um plano de fuga para Cerveró, que estava preso na carceragem da PF em Curitiba.


O agente é citado durante a conversa quando o grupo discute quem estaria vazando informações para revistas. Delcídio se refere a um policial como “japonês bonzinho”, que seria o responsável pela carceragem da PF, em Curitiba.


A Polícia Federal disse, na ocasião, que iria apurar se o nome citado na conversa era o do agente.


Fama


Com a deflagração da Operação Lava Jato, o agente passou a ser conhecido em todo o Brasil. A cada fase da operação nestes mais de dois anos, Newton Ishii aparecia ao lado empreiteiros, operadores financeiros, políticos e funcionários públicos que eram presos.


A fama se expandiu pelo Brasil se tornando, inclusive, tema de marchinha da carnaval.


“Ai meu Deus, me dei mal


Bateu a minha porta


O Japonês da Federal”


Em fevereiro deste ano, o agente foi à Câmara dos Deputados e foi tietado por parlamentares. Ishii fez fotos com deputados, assessores e servidores nos corredores e no plenário. Ele havia ido a Brasília para participar da posse da nova diretoria da Federação Nacional dos Policiais Federais.



Fonte: Barreiras Notícias/G1




Polícia: Japonês da federal é preso em Curitiba

terça-feira, 7 de junho de 2016

Política: Janot pede prisão de Rena, Sarney e Jucá por tentativa de barrar lava jato




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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP) e do senador Romero Jucá (PMDB-RR) ao Supremo Tribunal Federal (STF) sob a acusação de terem tentado obstruir a operação Lava Jato, segundo reportagem do jornal O Globo nesta terça-feira.


Os pedidos de prisão têm como base conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado e um filho dele no âmbito de acordos de delação premiada com as autoridades da Lava Jato, e estão nas mãos do ministro do STF Teori Zavascki, de acordo com o jornal.


O Globo afirma que a fonte da informação é um interlocutor de um ministro do STF, que não foi identificado. Segundo a fonte citada pelo jornal, Renan, Sarney e Jucá planejavam derrubar toda a Lava Jato, que investiga um esquema bilionário de corrupção que envolve principalmente a Petrobras, empreiteiras e políticos.


As gravações feitas por Machado de conversas com seus ex-aliados do PMDB representam a maior crise até o momento do governo do presidente interino Michel Temer, que já perdeu dois ministros por conta do vazamentos dos áudios em menos de um mês de administração.


O senador Jucá perdeu o cargo de ministro do Planejamento ao ser flagrado supostamente sugerindo que uma troca no governo federal, com a saída da agora presidente afastada Dilma Rousseff, resultaria em pacto para frear os avanços da Lava Jato. Depois, Fabiano Silveira deixou o comando do Ministério da Transparência devido ao vazamento de declarações dele criticando a operação, em uma conversa com a presença de Renan.


Em sua delação, Machado também afirmou que pagou 70 milhões de reais em propina de contratos da Transpetro para Renan, Jucá e Sarney), entre outros líderes peemedebistas, segundo reportagens publicadas no fim de semana.


Os peemedebistas citados têm negado repetidamente qualquer irregularidade.


Fonte: Barreiras Notícias




Política: Janot pede prisão de Rena, Sarney e Jucá por tentativa de barrar lava jato

sábado, 4 de junho de 2016

Política: Cerveró deixa a prisão no dia 24 e devolverá R$ 17 mi




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O acordo de delação premiada do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró com o Ministério Público Federal prevê que ele deixe a prisão no próximo dia 24 e devolva mais de R$ 17 milhões aos cofres públicos em razão dos crimes cuja autoria assumiu durante as investigações da Operação Lava Jato.


O conteúdo do acordo firmado entre Cerveró e o MPF foi tornado público nesta quinta-feira (2) por decisão do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, que atendeu a pedido da Procuradoria Geral da República.


Além da devolução do valor, o acordo também prevê que o ex-diretor da Petrobras só possa ser condenado a, no máximo, 25 anos de prisão, somando todos os processos a que responde na Justiça.


Pelo acordo, ele cumprirá 1 ano, 5 meses e 9 dias em regime fechado na carceragem da Polícia Federal. Como foi preso pela PF em janeiro de 2015, continuará a cumprir pena em casa a partir do próximo dia 24, utilizando tornozeleira eletrônica.


Devolução de valores

Veja abaixo o que o ex-diretor da Petrobras se comprometeu a devolver aos cofres públicos:


– R$ 825 mil que estão em fundos de investimento (80% do valor para a Petrobras e 20% para a União);


– Transferência imediata de 10.266 ações da Petrobras à empresa;


– 1 milhão de libras esterlinas em contas em Londres (80% do valor para a Petrobras e 20% para a União);


– US$ 495 mil em contas sob controle da offshore Russel em Nassau, Bahamas (80% do valor para a Petrobras e 20% para a União);


– R$ 6 milhões em dinheiro (80% do valor para a Petrobras e 20% para a União) até o dia 1º de janeiro de 2017. Caso não cumpra o prazo, perderá um imóvel que pertence a ele no Rio de Janeiro;


– R$ 400 mil em dinheiro (80% do valor para a Petrobras e 20% para a União) até 30 de junho de 2017. Caso não cumpra o prazo, perderá duzentos e vinte e dois hectares da Fazenda Serra da Estrela, em Teresópolis (RJ);


– R$ 2,4 milhões (80% do valor para a Petrobras e 20% para a União) até janeiro de 2017. Caso não cumpra o prazo, perderá um segundo imóvel que pertence a ele no Rio de Janeiro;


– R$ 700 mil (80% do valor para a Petrobras e 20% para a União) até 1º de janeiro de 2017. Caso não cumpra o prazo, perderá um terceiro imóvel que pertence a ele no Rio de Janeiro;


– R$ 200 mil (80% do valor para a Petrobras e 20% para a União). Caso não cumpra o prazo, perderá um terreno de 1 mil m² quadrados no Rio de Janeiro;


– R$ 900 mil (80% do valor para a Petrobras e 20% para a União). Caso não cumpra o prazo, perderá um quarto imóvel que pertence a ele no Rio de Janeiro.


FONTE: Tribuna Feirense/ G1




Política: Cerveró deixa a prisão no dia 24 e devolverá R$ 17 mi

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Política: Gilmar Mendes decide prosseguir com investigação contra Aécio Neves




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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu dar prosseguimento às investigações sobre o suposto envolvimento do presidente do PSDB, o senador Aécio Neves, no esquema de corrupção delatado pelo senador cassado Delcídio Amaral e investigado na Operação Lava Jato.


O senador tucano é acusado pela Procuradoria Geral da República (PGR) de praticar os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, supostamente por ter recebido vantagens de empresa contratada pela estatal Furnas Centrais Elétricas. Os recursos ilícitos seriam branqueados por meio de pessoas jurídicas ligadas à irmã do senador, bem como pelo envio a contas no exterior, por meio de doleiros.


No despacho, Gilmar Mendes responde às críticas que recebeu do procurador geral da República Rodrigo Janot por ele ter pedido a suspensão das diligências. Janot alegou que é competência da Procuradoria a conveniência de dar ou não prosseguimento à investigação. Segundo o ministro, esse fato, contudo, “não torna a investigação uma propriedade do Ministério Público e da polícia, imune a interferência judicial”. Gilmar Mendes afirmou, ainda, que seu despacho anterior “limitou-se a dar a oportunidade ao MP de se manifestar sobre questões relevantes” no processo, conforme divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo.


Fonte: Bocão News




Política: Gilmar Mendes decide prosseguir com investigação contra Aécio Neves

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Política: Ninguém vai interferir na Lava Jato, diz Michel Temer




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Ao dar posse, hoje (1°), a presidentes de bancos e instituições públicas, o presidente interino, Michel Temer, disse que revelaria pela “enésima vez” que “ninguém vai interferir” na Operação Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção na Petrobras.


“A toda hora, leio uma ou outra notícia que o objetivo é derrubar a Lava Jato. Sem nenhum deboche, digo pela enésima vez, não haverá a menor possibilidade de qualquer interferência do Executivo nesta matéria”, disse.


Temer deu posse aos presidentes da Petrobras, Pedro Parente, da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, do Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES), Maria Silvia Bastos, e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Ernesto Lozardo.


Ele destacou que essas instituições são não patrimônio de um governo ou grupo político e que os novos dirigentes têm o perfil de competência e eficiência que se quer imprimir ao Estado brasileiro. “Petrobras, BNDES, BB, Caixa, Ipea, IBGE, são patrimônio não deste ou daquele governo, não deste ou daquele grupo político, são patrimônio do conjunto da sociedade brasileira, essa é a grande realidade”, destacou Temer.


Recursos para saúde e educação


No discurso, o presidente interino disse que o projeto que o governo irá encaminhar ao Congresso Nacional para limitar despesas, estabelecendo um teto para os gastos públicos, não vai interferir nos recursos destinados à saúde e à educação. “Os percentuais referentes à saúde e à educação não serão modificados. Muitas vezes vejo afirmações de que esse governo vai destruir tudo que diz respeito àquilo que mais toca os setores sociais”.


Ao dar posse, hoje (1°), a presidentes de bancos e instituições públicas, o presidente interino, Michel Temer, disse  que revelaria pela “enésima vez” que “ninguém vai interferir” na Operação Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção na Petrobras.


“A toda hora leio uma ou outra notícia que o objetivo é derrubar a Lava Jato. Sem nenhum deboche, digo pela enésima vez, não haverá a menor possibilidade de qualquer interferência do Executivo nesta matéria”, disse.


Temer deu posse aos presidentes da Petrobras, Pedro Parente, da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, do Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES), Maria Silvia Bastos e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Ernesto Lozardo.


Ele destacou que essas instituições são não patrimônios de um governo ou grupo político e que os novos dirigentes tem o perfil de competência e eficiência que se quer imprimir ao Estado brasileiro. “Petrobras, BNDES, BB, Caixa, Ipea, IBGE, são patrimônio não deste ou daquele governo, não deste ou daquele grupo político, são patrimônio do conjunto da sociedade brasileira, essa é a grande realidade”, afirmou.


Recursos para saúde e educação


No discurso, o presidente interino disse que o projeto que o governo irá encaminhar ao Congresso Nacional para limitar despesas, estabelecendo um teto para os gastos públicos, não vai interferir nos recursos destinados à saúde e à educação. “Os percentuais referentes à saúde e à educação não serão modificados. Muitas vezes vejo afirmações de que esse governo vai destruir tudo que diz respeito àquilo que mais toca os setores sociais”.


Fonte: Terra




Política: Ninguém vai interferir na Lava Jato, diz Michel Temer

sábado, 28 de maio de 2016

Política: Delator diz que Lula gerenciou esquema de corrupção na Petrobrás pessoalmente




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Na delação premiada de mais de 132 páginas, o ex-deputado federal Pedro Correa pelo PP afirma que o ex-presidente Lula gerenciava pessoalmente o esquema de corrupção na Petrobras. As informações do depoimento prestado à operação Lava Jato foram publicadas pela revista Veja deste final de semana. Nos documentos, Correa aponta como beneficiários de propina senadores, deputados, governadores, ex-governadores, ministros e ex-ministros dos mais variados partidos e até integrantes do Tribunal de Contas da União.


O ex-parlamentar conta ainda como era discutida a partilha de cargos no governo do ex-­presidente Lula e narra episódios, conversas e combinações sobre pagamentos de propina dentro do Palácio do Planalto. O ex-presidente Lula, segundo ele, tratou diretamente da indicação dos diretores corruptos da estatal à divisão do dinheiro desviado entre os políticos e os partidos. Corrêa descreve situações em que Lula tratou com os caciques do PP sobre a farra nos contratos da Diretoria de Abastecimento da Petrobras, comandada por Paulo Roberto Costa, o Paulinho.


Uma das passagens mais emblemáticas, segundo o delator, se deu quando parlamentares do PP se rebelaram contra o avanço do PMDB nos contratos da diretoria de Paulinho. Um grupo foi ao Palácio do Planalto reclamar com Lula da “invasão”. Lula, de acordo com Corrêa, passou uma descompostura nos deputados dizendo que eles “estavam com as burras cheias de dinheiro” e que a diretoria era “muito grande” e tinha de “atender os outros aliados, pois o orçamento” era “muito grande” e a diretoria era “capaz de atender todo mundo”. Os caciques pepistas se conformaram quando Lula garantiu que “a maior parte das comissões seria do PP, dono da indicação do Paulinho”. Se Corrêa estiver dizendo a verdade, é o testemunho mais contundente até aqui sobre a participação direta de Lula no esquema da Petrobras


Fonte: Bocão News


 




Política: Delator diz que Lula gerenciou esquema de corrupção na Petrobrás pessoalmente

terça-feira, 24 de maio de 2016

Política: Polícia Federal deflagra 30ª fase da Operação Lava Jato




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A Polícia Federal deflagrou na manhã de ontem terça-feira (24) a 30ª fase da Operação Lava Jato. Ao todo, 28 mandados são cumpridos em São Paulo e no Rio de Janeiro. Entre eles, dois de prisão preventiva e nove de condução coercitiva. Batizada de Operação Vício, ela apura contratos e repasses de valores indevidos entre funcionários da Petrobras, empresas contratantes, além de políticos e agentes públicos. Três grupos de empresas são investigadas por usarem operadores e contratos fictícios de prestação de serviço para repassarem valores principalmente à Diretoria de Serviços e Engenharia e Diretoria de Abastecimento da estatal. Os crimes investigados são de corrupção, organização criminosa e lavagem de ativos.  O nome da operação se refere à “sistemática, repetida e aparentemente dependente prática de corrupção por determinados funcionários da estatal e agentes políticos que aparentam não atuar de outra forma senão por meio de atos lesivos ao Estado”, diz nota da Polícia Federal. A 29ª etapa foi cumprida nesta segunda (23), com a prisão preventiva de João Cláudio Genu, exo federal José Janene,  morto em 2010 (veja mais). Lucas Amorim Alves e Humberto do Amaral Carrilho foram presos temporariamente.


Fonte: Bahia Notícias 




Política: Polícia Federal deflagra 30ª fase da Operação Lava Jato

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Política: Dilma, Lula e Cardozo na mira do Procurador Geral da República por obstrução da justiça




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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de abertura de inquérito para investigar a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o advogado-geral da União, ministro José Eduardo Cardozo, por suposta obstrução à Justiça, em tentativa de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato.


O pedido, sigiloso, será analisado pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF. O sigilo é motivado pelo fato de que o pedido tem como base gravações de conversas telefônicas entre Dilma e Lula, inicialmente divulgadas pelo juiz federal Sérgio Moro e cujo segredo foi decretado posteriormente pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo.


Lula e Eduardo Cardozo1


 Ministro e Lula contestam

Por meio de nota (leia a íntegra ao final desta reportagem), o ministro José Eduardo Cardozo, que falou também em nome da presidente Dilma Rousseff, afirmou que as denúncias do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS), que fundamentaram o pedido, são “absolutamente levianas e mentirosas”.

A nota também critica o vazamento de um inquérito sigiloso “antes mesmo que quaisquer investigações pudessem ser feitas em relação às inverdades contidas na delação premiada do senador”.


O Instituto Lula divulgou nota (leia a íntegra ao final desta reportagem) na qual afirma: “Sóexiste um crime evidente neste episódio: a gravação clandestina e divulgação ilegal de um telefonema da presidenta da República”.


Motivos do pedido

No pedido de abertura de inquérito, Janot menciona a nomeação do ministro Marcelo Navarro Ribeiro Dantas para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) no ano passado; e também a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ministro da Casa Civil neste ano.


Em delação premiada, o senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) e seu ex-chefe de gabinete Diogo Ferreira disseramque Marcelo Navarro foi nomeado para o STJ sob o compromisso de conceder liberdade a donos de empreiteiras presos na Operação Lava Jato, o que ele nega.


A nomeação de Lula passou a ser analisada a partir de uma gravação autorizada e divulgada pelo juiz Sérgio Moro de uma conversa com Dilma na véspera da posse. No diálogo, a presidente diz que enviaria a Lula um “termo de posse”, para ser usado só “em caso de necessidade”.


Investigadores suspeitam que o documento foi enviado às pressas, junto com a nomeação em edição extra do “Diário Oficial da União”, para evitar uma eventual prisão do ex-presidente pelo juiz Sérgio Moro. Essa suposta manobra é interpretada pelo procurador como crime de obstrução da Justiça.



Em abril, Janot enviou parecer ao STF em que disse ver elementos de “desvio de finalidade” de  Dilma na escolha de Lula para assumir o ministério, que teria a intenção de tumultuar as investigações da Operação Lava Jato.



Delcídio também relatou que Cardozo, então ministro da Justiça, fez diversas movimentações para tentar promover a soltura de presos da Lava Jato.


O pedido de inquérito também cita uma gravação feita pelo assessor de Delcídio, Eduardo Marzagão, na qual ele conversa com o então ministro da Educação, Aloizio Mercadante.


Na conversa, Mercadante teria oferecido ajuda em troca do silêncio de Delcídio, para evitar que o senador fechasse um acordo de delação premiada.


Nota da Advocacia Geral da União

Na noite desta terça, o governo divulgou nota do ministro José Eduardo Cardozo, da Advocacia Geral da União. Leia a íntegra:


Tendo em vista as informações divulgadas pela imprensa de que a Procuradoria Geral da República determinou a abertura de inquérito para apurar as denúncias do Senador Delcidio do Amaral acerca de eventual obstrução de justiça, o advogado geral da união, José Eduardo Cardozo, esclarece que:


1- As denúncias feitas pelo Senador Delcidio do Amaral são absolutamente levianas e mentirosas, conforme  já foi reiteradamente esclarecido anteriormente em notas e entrevistas coletivas.


2- A abertura de inquérito irá demonstrar apenas que o Senador, mais uma vez, faltou com a verdade, como aliás já anteriormente havia feito quando mencionou ministros do Supremo Tribunal Federal na gravação que ensejou a sua prisão preventiva.


3- Lamenta-se apenas que, mais uma vez, um inquérito sigiloso tenha sido objeto de vazamento antes mesmo que quaisquer investigações pudessem ser feitas em relação às inverdades contidas na delação premiada do Senador.


Nota do Instituto Lula

O Instituto Lula também divulgou nota na noite desta terça-feira sobre o pedido do procurador-geral, Rodrigo Janot, ao STF. Leia a íntegra:


Só existe um crime evidente neste episódio: a gravação clandestina e divulgação ilegal de um telefonema da presidenta da República.


Mais grave ainda é que este crime tenha sido praticado por um juiz federal, afrontando não apenas a Lei mas uma decisão do Supremo Tribunal Federal.


As conversas telefônicas do ex-presidente Lula, grampeadas pela Operação Lava Jato, são a prova cabal de que não houve ilegalidade nem obstrução à Justiça em sua nomeação para o ministério pela presidenta Dilma Rousseff.


Nesses diálogos particulares, com pessoas de sua confiança, Lula contou ter recebido um apelo da presidenta para ajudá-la a tirar o país da crise. E afirmou, textualmente: “eu jamais aceitaria ser ministro para me proteger”.


Mesmo no grampo da conversa entre Lula e a presidenta – que por sua origem espúria não pode ser aceito como prova contra nenhum dos dois – não há nenhuma palavra que denote ilegalidade ou obstrução à Justiça.


Há um diálogo sobre a assinatura do termo de posse, como foi esclarecido anteriormente pela Presidência da República.


A gravação ilegal indesculpável é que deveria merecer a ação da Procuradoria Geral da República, em defesa da lei e do estado de direito.


Fonte: G1




Política: Dilma, Lula e Cardozo na mira do Procurador Geral da República por obstrução da justiça

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Política: Mônica Moura revela que 21 milhões de reais foi usado como caixa dois na campanha de Dilma







Mônica Moura, em sua delação premiada, disse que na campanha de Dilma Rousseff de 2014 pingaram R$ 21 milhões no caixa dois.


Uma parte desses milhões, inclusive, serviu para pagar programas de TV do PT no horário gratuito — todos eles veiculados antes da campanha eleitoral.


Com os procuradores, Mônica está também negociando os imóveis que terá que devolver. Pelo acerto, ainda não fechado totalmente, o casal João Santana e Mônica devolveria o apartamento de 305 metros quadrados na Vila Nova Conceição, em São Paulo, pelo qual foi pago R$ 3 milhões aqui e mais US$ 1 milhão no exterior ao vendedor.


O apartamento de Nova York ficaria com a dupla.


Fonte: O Globo


Fonte: Bocão News e o Globo




Política: Mônica Moura revela que 21 milhões de reais foi usado como caixa dois na campanha de Dilma

sábado, 2 de abril de 2016

Polícia: Moro diz que morte de Celso Daniel pode ter ligação com esquema de corrupção 






O juiz federal Sérgio Moro disse hoje (1º) que o suposto esquema de corrupção investigado na 27ª fase da Operação Lava Jato pode ter ligação com a morte do ex-prefeito de Santo André (SP), Celso Daniel, em 2002. A conclusão consta da decisão na qual Moro justificou as prisões do empresário Ronan Maria Pinto, dono do jornal O Diário do Grande ABC, e do ex-secretário do PT Sílvio Pereira.


A suspeita foi levantada pelo juiz a partir das acusações do Ministério Público Federal (MPF) sobre o empresário Ronan Maria, condenado pelos crimes de extorsão e corrupção ativa por fraudes no sistema de transportes do município entre 2001 e 2002.  Na época, Celso Daniel, então prefeito, teria tomado conhecimento do suposto esquema antes de ser assassinado.


De acordo com os investigadores da Lava Jato, Ronan recebeu de R$ 6 milhões, metade de um empréstimo entre o Banco Schain e o PT, firmado em 2004. A legalidade do empréstimo é investigada na Lava Jato, na ação penal em que o pecuarista José Carlos Bumlai é réu. Os procuradores da Lava Jato suspeitam que o valor foi pago mediante extorsão do partido por parte do empresário.


Para Moro, há provas de que Ronan Maria foi destinatário de parte do valor do empréstimo e de que o valor foi pago mediante extorsão de integrantes do PT. Como um dos indícios, o juiz cita um depoimento do publicitário Marcos Valério, tomado em 2012, no qual o empresário relatou ter ouvido que a “contratação da Schain pela Petrobrás faria parte de esquema fraudulento destinado à quitação de empréstimo a José Carlos Bumlai junto ao Banco Schahin.” Valério foi condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão,


“É  ainda possível que este esquema criminoso tenha alguma relação com o homicídio, em janeiro de 2002, do então prefeito de Santo André, Celso Daniel, o que é ainda mais grave. Se confirmado o depoimento de Marcos Valério, de que os valores lhe foram destinados em extorsão de dirigentes do Partido dos Trabalhadores, a conduta é ainda mais grave, pois, além da ousadia na extorsão de, na época, autoridades da elevada administração pública, o fato contribuiu para a obstrução da Justiça e completa apuração dos crimes havidos no âmbito da Prefeitura de Santo André”, argumentou Moro.


De acordo com a acusação do MPF, Bumlai usou contratos firmados com a Petrobras para quitar empréstimos com o Banco Schahin. Segundo os procuradores, depoimentos de investigados que assinaram acordos de delação premiada revelam que o empréstimo de R$ 12 milhões se destinava ao PT e foi pago mediante a contratação da Construtora Schahin como operadora do navio-sonda Vitória 10.000, da Petrobras, em 2009.


Por meio de nota, Ronan Maria Pinto disse “não ter relação com os fatos mencionados e estar sendo vítima de uma situação que, com certeza, agora poderá ser esclarecida de uma vez por todas”. O empresário acrescentou que sempre esteve à disposição para esclarecer as dúvidas dos investigadores sobre o caso.


Além dele, o ex-secretário do PT Silvio Pereira também foi preso sob suspeita de ter recebido dinheiro de empresas investigadas na Lava Jato. O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares foi levado pela Polícia Federal para prestar depoimento por suspeita de ter envolvimento em um empréstimo do partido com o Banco Schain.


Fonte: Bocão News




Polícia: Moro diz que morte de Celso Daniel pode ter ligação com esquema de corrupção 

terça-feira, 29 de março de 2016

Empregos: Em dois anos de Operação Lava Jato a Petrobras já demitiu 170 mil funcionários






Desde que foram alvejadas pela Operação Lava Jato, há pouco mais de dois anos, a Petrobras e suas subsidiárias demitiram 169,7 mil pessoas, de acordo com informações divulgadas pelo jornal Folha, nesta terça-feira (29). O corte já representa o equivalente a 61% da equipe atual, que estava em 276,6 mil em fevereiro de 2016.


Em dezembro de 2013, eram 446,3 mil pessoas –de cada 10 trabalhadores empregados antes da Lava Jato, 4 foram dispensados (veja quadro com a evolução do número de vagas na pág. A20).  Os dados foram compilados pelo jornal, a partir de dados apresentados ao conselho de administração da estatal e da pesquisa nos relatórios publicados pela empresa nos últimos 12 anos. Os números mostram que, em meio à euforia das enormes reservas do pré-sal, a estatal saiu de 198,9 mil funcionários em 2004 para o recorde de 446,3 mil em 2013.


Os cortes começaram ainda em 2014, último ano da gestão Graça Foster, quando 74,3 mil perderam o emprego, e se intensificaram sob comando de Aldemir Bendine, que cortou 95,4 mil até fevereiro deste ano. Após as demissões, a Petrobras está hoje com um efetivo semelhante ao de 2007. A Petrobras disse por meio de nota que “está reduzindo seu nível de investimento e gasto operacional, o que acaba refletindo na contratação de serviços e em ajuste nos empregados próprios”.


Uma análise dos cortes mostram que 85% das demissões ocorreram entre prestadores de serviço que realizavam obras para a companhia. Esse contingente caiu de 175,8 mil pessoas em dezembro de 2013 para apenas 30,8 mil em fevereiro de 2016. A Petrobras foi obrigada a cortar drasticamente os investimentos para preservar seu caixa e tentar reduzir suas dívidas, que giram hoje ao redor de US$ 100 bilhões. Além disso, grandes obras foram paralisadas ou reduzidas com as denúncias de pagamento de propina pelas empreiteiras a ex-funcionários da empresa e a políticos.


Segundo a reportagem, a Petrobras finaliza uma reestruturação que deve ser analisada pelo conselho de administração nesta quarta-feira (30). Os cargos executivos podem ser reduzidos em 40%, o que vai provocar demissões e redução de despesas, como viagens ou aluguéis. A estatal está devolvendo uma de suas sedes no Rio e prédios em outros Estados.


O corte vai atingir empregados próprios e terceirizados administrativos e de operação, áreas em que até agora as demissões foram tímidas. O contingente de pessoal próprio caiu 8,7%, para 78,6 mil pessoas, entre dezembro de 2014 e fevereiro de 2016. No mesmo período, a redução nos terceirizados das áreas administrativas e de operação foi de 9,3%.


No ano passado, a Petrobras demitiu 6.000 funcionários administrativos.


Fonte: Bocão News




Empregos: Em dois anos de Operação Lava Jato a Petrobras já demitiu 170 mil funcionários

segunda-feira, 28 de março de 2016

Política: OAB protocola novo pedido de  impeachment contra a presidente Dilma Rousseff





A Ordem em dos Advogados do Brasil (OAB) protocolou na tarde desta segunda-feira (28) novo pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O documento se somará agora a outros 11 pedidos pendentes de análise pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).


Houve confusão entre grupos pró e contra o governo no salão verde da Câmara quando os membros da OAB chegaram para protocolar o documento. (veja no vídeo acima)


No pedido de impeachment, a OAB acusa Dilma de crime de responsabilidade ao:

– tentar interferir nas investigações da Operação Lava Jato, inclusive no caso da nomeação do ex-presidente Lula, que é investigado, como ministro da Casa Civil;

– conceder renúncia fiscal à Fifa para a realização da Copa do Mundo de 2014;

– ter autorizado as “pedaladas fiscais”, que são atrasos no pagamento a bancos para maquiar as contas públicas.


“A sociedade espera celeridade na apuração de todos esses casos. É isso que nós queremos e é isso que a OAB espera. Esperamos serenidade, que as pessoas tenham calma, esperamos que esse ódio que está instalado diminua. Não podemos colocar uma classe contra a outra, pessoas contra si”, afirmou o presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia.


Ele afirmou que não houve encontro com o presidente da Câmara para falar sobre o pedido, porque a OAB entende de Cunha, que é investigado na Operação Lava Jato e responde a processo no Conselho de Ética da Casa, deve se afastar do cargo.

“Não encontrei o presidente Eduardo Cunha. Eu tenho uma posição, que é uma posição da OAB no que diz respeito à legitimidade do presidente da Câmara dos Deputados. Nós entendemos que o presidente da Câmara dos Deputados tem que se afastar da Câmara. Portanto, por não reconhecermos legitimidade nele, nós entregamos essa peça no protocolo”, disse Lamachia.


Questionado se acha que o pedido da OAB deveria ser aceito no lugar do processo que já tramita na Câmara, Lamachia disse que essa decisão compete aos parlamentares.


Decisão

A decisão da OAB tem por base a aprovação, no último dia 19, de um relatório que aponta suposto comentimento de crime de responsabilidade pela petista no atual mandato. No dia 18, a entidade já havia decidido apoiar o pedido de afastamento de Dilma.


Em reunião do Conselho Federal, 26 das 27 bancadas estaduais da OAB votaram a favor do apoio à instauração do processo – somente a do Pará votou contra o apoio.


Nesta segunda, um grupo de advogados entregou um pedido ao presidente nacional da OAB para que adiasse a entrega do pedido de impeachment e que fizesse uma nova consulta aos membros da Ordem – dessa vez consultando diretamente os advogados. Humberto Gós, um dos membros que assina o pedido, afirma que há um “discenso na base da advocacia”.


“A democracia está se manifestando hoje aqui a partir da presença maciça da advocacia brasileira, representada pelos presidentes de todas as OABs do Brasil, representada pelos 81 conselheiros federais da OAB, representada pelos advogados de Brasília que vieram aqui hoje, demonstrando, sim, que a instituição está absolutamente unida no que diz respeito a essa decisão”, afirmou Lamachia logo após entregar o pedido de impeachmet na Câmara.


Processo em tramitação

No ano passado, o presidente da Câmara já havia aceitado outro pedido de impeachment, assinado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaina Paschoal. A comissão especial que analisa o caso foi instalada em 17 de março.


O relatório aprovado pela OAB, assinado pelo advogado Erick Venâncio, acusa a presidente não só por ter autorizado as chamadas “pedaladas fiscais” (atraso no pagamento a bancos para maquiar as contas públicas). O documento aponta renúncia fiscal concedida à Fifa para a Copa do Mundo de 2014 e uma suposta interferência na Operação Lava Jato, inclusive com a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Casa Civil.


Fonte: G1




Política: OAB protocola novo pedido de  impeachment contra a presidente Dilma Rousseff

terça-feira, 22 de março de 2016

Lava Jato: Polícia Federal cumpre mandados da 26ª fase em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Distrito Federal




A Polícia Federal (PF) cumpre mandados da 26ª fase da Operação Lava Jato desde a madrugada desta terça-feira (22). A informação inicial é de que os mandados estariam sendo cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Distrito Federal.


Ontem, a Polícia Federal indiciou os deputados federais baianos, Mário Negromonte Júnior (PP-BA) e Roberto Britto (PP-BA). Além deles o ex-ministro de Cidades e atual conselheiro do Tribunal de Contas da Bahia, Mário Negromonte também foi indiciado. Todos foram indiciados por corrupção passiva qualificada, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A Mario Negromonte Júnior também foi imputado crime de ameaça. A PF aponta que ele tentou obstruir as investigações da Lava Jato, ‘fazendo ameaça velada à integridade física do ex-deputado Luiz Argolo e seus familiares na tentativa de evitar que ele fizesse acordo de delação premiada’.


Por Juan Felix – Revista Barra Magazine




Lava Jato: Polícia Federal cumpre mandados da 26ª fase em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Distrito Federal

segunda-feira, 21 de março de 2016

Política: Aécio Neves deve ser o próximo alvo na mira da Operação Lava Jato





Parece que a maré de azar da política vai engolir Aécio Neves (PSDB) também. Segundo a coluna de Lauro Jardim em O Globo, Delcídio Amaral tem dito a interlocutores próximos, que Neves é um alvo prioritário agora da Lava-Jato. Os procuradores, de acordo com Delcídio, querem arrastar um peixe grande do PSDB. Não querem ser acusados de fazer uma investigação direcionada ao PT. Aécio seria, assim, a forma de contrabalançar tal acusação.


Fonte: Bocão News




Política: Aécio Neves deve ser o próximo alvo na mira da Operação Lava Jato

quinta-feira, 17 de março de 2016

Política: Procurador Geral da República diz que até a presidente Dilma poderá ser investigada na Lava Jato





O Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que está na Suíça para um encontro com o Ministério Público local, revelou que ao retornar ao Brasil poderá pedir abertura de inquérito para investigar a presidente Dilma Rousseff (PT), no âmbito da operação Lava Jato.


A informação foi revelado pela Jornal Estado de São Paulo, nesta quinta-feira (17). Janot já havia ventilado a possibilidade diante do conteúdo da delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT).


“Nosso trabalho é republicano. Não há pessoa fora de investigação”, afirmou o procurador à reportagem do Estadão, em Berna, na Suíça. Para ele, a presidência da República não garante  imunidade à Dilma.


Gratidão


Rodrigo Janot também rebateu as acusações do ex-presidente Lula (PT), de que ele estaria sendo ingrato ao partido que o nomeou Procurador-geral. O petista questionava o fato de que Janot teria recusado quatro pedidos de investigação contra o senador mineiro Aécio Neves (PSDB).


“Os cargos públicos não são dados de presente. Eu sou muito grato à minha família. Fiz concurso. Estudei para caramba. Tenho 32 anos de carreira”, afirmou Janot, que assumiu a função em 2013, nomeado por Dilma.


Fonte: Midiamax




Política: Procurador Geral da República diz que até a presidente Dilma poderá ser investigada na Lava Jato

quarta-feira, 16 de março de 2016

Polícia: Em telefonema grampeado Lula pede ajuda do Ministro da Fazenda (leia aqui)




O ex-presidente Lula pediu ao ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, que acompanhasse a atuação dos servidores da Receita Federal na busca e apreensão em seus endereços, realizada na última fase da Operação Lava Jato.


O pedido foi feito em uma conversa telefônica entre ambos no dia da operação, em 7 de março, que consta em uma transcrição da Polícia Federal anexada aos autos da quebra de sigilo telefônico.


“Ô Nelson, te falar uma coisa por telefone, isso daqui. O importante é que a Polícia Federal esteja gravando. É preciso acompanhar o que a Receita tá fazendo junto com a Polícia Federal, bicho!”, disse Lula.


Barbosa respondeu: “Não, é… (Gagueja) Eles fazem parte”.


Lula rebate: “É, mas você precisa se inteirar do que eles estão fazendo no instituto. Se eles fizessem isso com meia dúzia de grandes empresas, resolvia o problema de arrecadação do Estado”.


O ex-presidente ainda diz que “eles estão sendo filho da puta demais [sic]” e que estavam “procurando pelo em ovo”.


Lula inclusive sugere que Nelson Barbosa reclamasse com os servidores sobre a ação.


“Era preciso você chamar o responsável e falar ‘que porra é essa?"”, sugeriu o petista.


*


Leia transcrição do trecho:


Lula: Ô, Nelson, te falar uma coisa por telefone, isso daqui. O importante é que a Polícia Federal esteja gravando. É preciso acompanhar o que a Receita tá fazendo junto com a Polícia Federal, bicho!


Nelson Barbosa: Não, é… [Gagueja] Eles fazem parte.


Lula: é, mas você precisa se inteirar do que eles estão fazendo no instituto. Se eles fizessem isso com meia dúzia de grandes empresas, resolvia o problema de arrecadação do Estado.


Nelson Barbosa: “Uhumm”, sei.


Lula: Sabe? eu acho que eles estão sendo filho da puta demais.


Nelson Barbosa: Tá.


Lula: Tão procurando pelo em ovo. Eu acho… Eu vou pedir pro Paulo Okamotto botar tudo no papel, porque era preciso você chamar o responsável e falar “que porra que é essa?


Por Juan Felix – Revista Barra Magazine


 




Polícia: Em telefonema grampeado Lula pede ajuda do Ministro da Fazenda (leia aqui)