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terça-feira, 31 de maio de 2016

Política: Odebrecht e MPF assinam acordo de delação premiada




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A Odebrecht e o Ministério Público Federal oficializaram um acordo de delação premiada, de acordo com Mônica Bergamo, do Jornal Folha de S. Paulo. Segundo a colunista, o MPF quer convocar até Emílio Odebrecht, ex-presidente da empresa e pai de Marcelo Odebrecht, que está preso por conta das investigações da Operação Lava Jato.


A ideia é que o ex-gestor também contribua com informações para a Lava Jato. No acordo, a Odebrecht se comprometeu a detalhar o financiamento de todas as campanhas majoritárias de anos recentes que contribuiu com valores.


A empreiteira também vai disponibilizar a contabilidade de caixa dois da empresa. Em algumas fases da Lava Jato, policiais federais já tiveram acesso a algumas panilhas que registravam o pagamento de propinas e traziam apelidos dos políticos. Em umas das ações, foram encontrados o nome de mais de 300 políticos.


Fonte: Atarde




Política: Odebrecht e MPF assinam acordo de delação premiada

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Política: PF deflagra operação para investigar a Odebrecht e pessoas ligadas a Lula




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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira (20) uma operação batizada de Janus que investiga contratos da construtora Odebrecht com o empresário Taiguara Rodrigues dos Santos, sobrinho da primeira mulher do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O petista, no entanto, não é foco direto das diligências realizadas pelos policiais federais em São Paulo, em Santos e no Rio de Janeiro.


Os alvos da Operação Janus são suspeitos de terem cometido os crimes de tráfico de influência e lavagem de dinheiro, informou a assessoria da PF.


A Justiça Federal expediu quatro mandados de busca e apreensão e dois de condução coercitiva (quando a pessoa é obrigada a ir depor). Além de Taiguara, foi obrigado a prestar depoimento à PF o sócio do sobrinho da primeira mulher de Lula, José Emmanuel de Deus Camano. Os dois estavam no Rio de Janeiro e foram levados para prestar esclarecimentos na superintendência da Polícia Federal na capital fluminense.


As empresas onde foram cumpridos os mandados de busca e apreensão são ligadas à Odebrecht, que é investigada pela Operação Lava Jato por envolvimento no esquema de corrupção que atuava na Petrobras.


Ao G1, a assessoria da Odebrecht informou que a empresa não irá comentar a nova operação da PF. Até a última atualização desta reportagem, oG1 não havia localizado as defesas de Taiguara e Camano.


Sobrinho de Maria de Lourdes da Silva – primeira mulher de Lula que morreu na década de 1970 –, Taiguara é dono da Exergia, uma empresa do ramo da construção civil sediada em Santos que foi contratada pela Odebrecht para atuar em obras complexas de um empreendimento da construtora em Angola.


A empreiteira brasileira executou, entre 2012 e 2015, as obras de ampliação e modernização da hidrelétrica de Cambambe. No mesmo ano, a Odebrecht obteve um financiamento de US$ 464 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) para executar o projeto no continente africano.


Segundo a PF, a Operação Janus pretende investigar se a Odebrecht utilizou os contratos com a empresa do sobrinho da ex-mulher de Lula para pagar “vantagens indevidas”. A apuração, informou a assessoria da Polícia Federal, teve início quando foi enviado para a corporação um procedimento de investigação criminal do Ministério Público Federal que solicitava a investigação de suposto pagamento de propina pela Odebrecht, entre 2011 e 2014, em troca de facilidades na obtenção de empréstimos de interesse da empreiteira junto ao BNDES.


Funcionários do prédio onde, segundo os registros oficiais, está sediada a Exergia informaram ao G1 que a empresa está fechada há, pelo menos, um ano. Desde então, relataram os funcionários, não tiveram mais notícias de Taiguara. O imóvel, um dos mais antigos de Santos, fica ao lado da sede da superintendência local da Polícia Federal.


Os policiais federais também vistoriaram o apartamento de Taiguara, localizado na Ponta da Praia, por volta das 6h. O empresário mora em uma cobertura duplex com a mulher. Os agentes saíram do local com vários objetos e documentos do sobrinho da ex-mulher de Lula. De acordo com funcionários do edifício residencial, Taiguara não estava no local.


A Polícia Federal explicou que o no nome da operação é uma referência ao deus romano Janus (ou Jano). Ainda de acordo com a corporação, a menção à divindade latina de duas faces, que olha ao mesmo tempo para o passado e para o futuro, tem o objetivo de mostrar “como deve ser realizado o trabalho policial, sempre atento a todos os lados e aspectos da investigação”.


CPI do BNDES

Em outubro do ano passado, Taiguara dos Santos prestou depoimento à CPIcriada na Câmara para investigar contratos do BNDES com empresas investigadas na Operação Lava Jato. Na ocasião, o empresário de Santos negou que sua ligação familiar com Lula tivesse o ajudado a fechar o contrato de prestação de serviços com a Odebrecht.


Taiguara admitiu aos deputados que mantém contato com Lula e disse ser próximo do filho mais velho do ex-presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O empresário, porém, negou ter havido interferência por parte do petista para que ele fechasse os contratos. Ele chegou a ressaltar que sua amizade com Lula e com Lulinha não interferia nem positivamente nem negativamente na obtenção dos clientes de sua empresa.


Fonte: g1




Política: PF deflagra operação para investigar a Odebrecht e pessoas ligadas a Lula

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Brasil: Polícia Federal inclui dados pessoais de Lula em inquérito da Lava Jato




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A Polícia Federal anexou aos autos do inquérito da Operação Lava Jato que investiga a Odebrecht, maior empreiteira do país, fotos e planilhas com dados pessoais do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do sócio dele na LILS Palestras, Eventos e Publicações, Paulo Okamotto. A LILS foi criada para administrar a rotina de contratos de Lula com empresas.


A PF juntou ao documento cópia do Pedido de Compra 5318, datado de 4 de julho de 2013, emitido pela Odebrecht e tendo como “fornecedora” a LILS, no valor de R$ 400 mil, para “apresentação de palestras”.


Os investigadores incluíram esse documento aos autos para reforçar a linha de investigação sobre as relações do ex-presidente com a Odebrecht, que está sob suspeita de ter integrado cartel para fraudar licitações bilionárias da Petrobras no período entre 2004 e 2014 (governos Lula e Dilma).


“Conforme se apurou da investigação, os representantes das empresas do Grupo Odebrecht associaram-se aos administradores de grandes empreiteiras com atuação no setor de infraestrutura para, de forma estável e permanente, com abuso do poder econômico, cometer crimes e dominar o mercado de grandes obras de engenharia civil, eliminando a concorrência”, diz a PF.


Sobre os R$ 400 mil recebidos, a LILS recolheu a título de impostos R$ 8 mil aos cofres municipais de São Bernardo do Campo, onde fica a sede da LILS e a residência de Lula.


Fonte: Exame.com


Publicado Por Tainá Almeida – Revista Barra Magazine




Brasil: Polícia Federal inclui dados pessoais de Lula em inquérito da Lava Jato

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Lava Jato: Justiça ouve primeiros réus no processo da Odebrecht 




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O doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa serão os primeiros réus a serem ouvidos pelo juiz Sérgio Moro no processo que apura o pagamento de propinas da Odebrecht a funcionários da estatal. Os depoimentos devem começar às 14h desta quarta-feira (21), na sede da Justiça Federal do Paraná.


A ação, movida pelo Ministério Público Federal, também tem como acusados ex-diretores da empreiteira, incluindo o presidente da companhia, Marcelo Odebrecht.


Youssef e Costa fizeram acordos de delação premiada e, com isso, são obrigados a contar o que sabem sobre o esquema revelado pela Operação Lava Jato, sob pena de perderem os benefícios que conseguiram. Além deles, outros delatores disseram que a Odebrechtcomandava o esquema de fraudes contra a Petrobras, participando de um cartel que combinava as obras que a estatal contratava.


Na quinta-feira (22), outro ex-funcionário da Petrobras será ouvido. Pedro Barusco, que ocupou a gerência de Serviços da estatal, também foi denunciado no processo. Assim como Youssef e Costa, Barusco também fez um acordo de delação com o MPF e está sujeito às mesmas sanções deles, caso não diga a verdade sobre o que sabe.


Segundo a Justiça Federal, os depoimentos dos executivos da Odebrecht estão marcados para a próxima semana. Marcelo Odebrecht deverá ser ouvido na quinta-feira (29), conforme o cronograma divulgado pela 13ª Vara Federal, que conduz os processos da Lava Jato.


Fase final

Os depoimentos dos réus marcam uma das fases finais do processo em primeira instância. Após os depoimentos, o MPF e as defesas terão um prazo para apresentar as alegações finais. Em seguida, se não houver nenhum tipo de recurso que adie o andamento, Moro poderá definir as sentenças aplicáveis e as absolvições.


Além desse processo, os executivos da Odebrecht respondem a outro, que foi aceito pela Justiça Federal nesta semana.


Lavagem de dinheiro

Para o MPF, a Odebrecht montou uma sofisticada rede de lavagem de dinheiro. Com isso, a companhia pôde pagar propinas a executivos da Petrobras para fechar contratos com a estatal.


As denúncias partiram de depoimentos de ex-funcionários da Petrobras, como o ex-diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, que firmou um acordo de delação premiada com a Justiça e detalhou o funcionamento do esquema.


A Odebrecht é uma entre as várias empresas investigadas na Lava Jato, deflagrada em março de 2014 e que tem apurado desvios de dinheiro da Petrobras.


A 14ª fase da operação, deflagrada em junho deste ano, culminou na prisão de Marcelo Odebrecht e de outros executivos ligados à empresa.


Esquemas

Um dos esquemas envolvendo a Odebrecht ocorreu na construção do Centro Administrativo da Petrobras em Vitória, no Espírito Santo, segundo o MPF. Outro caso investigado envolveu a Braskem, empresa do grupo Odebrecht, em um contrato com a Petrobras para compra de nafta, que teria dado um prejuízo de R$ 6 bilhões à estatal petroleira.


Nesta transação, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa teria recebido propinas de R$ 5 milhões por ano e passado parte do dinheiro para o ex-deputado José Janene (PP), já falecido, e depois ao próprio Partido Progressista, afirmou o procurador.


Fonte: g1


Por Tainá Almeida – Revista Barra Magazine




Lava Jato: Justiça ouve primeiros réus no processo da Odebrecht 

Lava Jato: Justiça ouve primeiros réus no processo da Odebrecht 




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O doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa serão os primeiros réus a serem ouvidos pelo juiz Sérgio Moro no processo que apura o pagamento de propinas da Odebrecht a funcionários da estatal. Os depoimentos devem começar às 14h desta quarta-feira (21), na sede da Justiça Federal do Paraná.


A ação, movida pelo Ministério Público Federal, também tem como acusados ex-diretores da empreiteira, incluindo o presidente da companhia, Marcelo Odebrecht.


Youssef e Costa fizeram acordos de delação premiada e, com isso, são obrigados a contar o que sabem sobre o esquema revelado pela Operação Lava Jato, sob pena de perderem os benefícios que conseguiram. Além deles, outros delatores disseram que a Odebrechtcomandava o esquema de fraudes contra a Petrobras, participando de um cartel que combinava as obras que a estatal contratava.


Na quinta-feira (22), outro ex-funcionário da Petrobras será ouvido. Pedro Barusco, que ocupou a gerência de Serviços da estatal, também foi denunciado no processo. Assim como Youssef e Costa, Barusco também fez um acordo de delação com o MPF e está sujeito às mesmas sanções deles, caso não diga a verdade sobre o que sabe.


Segundo a Justiça Federal, os depoimentos dos executivos da Odebrecht estão marcados para a próxima semana. Marcelo Odebrecht deverá ser ouvido na quinta-feira (29), conforme o cronograma divulgado pela 13ª Vara Federal, que conduz os processos da Lava Jato.


Fase final

Os depoimentos dos réus marcam uma das fases finais do processo em primeira instância. Após os depoimentos, o MPF e as defesas terão um prazo para apresentar as alegações finais. Em seguida, se não houver nenhum tipo de recurso que adie o andamento, Moro poderá definir as sentenças aplicáveis e as absolvições.


Além desse processo, os executivos da Odebrecht respondem a outro, que foi aceito pela Justiça Federal nesta semana.


Lavagem de dinheiro

Para o MPF, a Odebrecht montou uma sofisticada rede de lavagem de dinheiro. Com isso, a companhia pôde pagar propinas a executivos da Petrobras para fechar contratos com a estatal.


As denúncias partiram de depoimentos de ex-funcionários da Petrobras, como o ex-diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, que firmou um acordo de delação premiada com a Justiça e detalhou o funcionamento do esquema.


A Odebrecht é uma entre as várias empresas investigadas na Lava Jato, deflagrada em março de 2014 e que tem apurado desvios de dinheiro da Petrobras.


A 14ª fase da operação, deflagrada em junho deste ano, culminou na prisão de Marcelo Odebrecht e de outros executivos ligados à empresa.


Esquemas

Um dos esquemas envolvendo a Odebrecht ocorreu na construção do Centro Administrativo da Petrobras em Vitória, no Espírito Santo, segundo o MPF. Outro caso investigado envolveu a Braskem, empresa do grupo Odebrecht, em um contrato com a Petrobras para compra de nafta, que teria dado um prejuízo de R$ 6 bilhões à estatal petroleira.


Nesta transação, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa teria recebido propinas de R$ 5 milhões por ano e passado parte do dinheiro para o ex-deputado José Janene (PP), já falecido, e depois ao próprio Partido Progressista, afirmou o procurador.


Fonte: g1


Por Tainá Almeida – Revista Barra Magazine




Lava Jato: Justiça ouve primeiros réus no processo da Odebrecht