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sábado, 19 de março de 2016

Política: Delcídio diz a revista que Lula comandava esquema de corrupção na Petrobras




O ex-líder do governo e senador licenciado Delcídio do Amaral (sem-partido MS), concedeu entrevista à revista “Veja”, publicada na edição deste fim de semana. Delcído, que deu depoimentos de delação premiada na Lava Jato, disse na entrevista que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comandava o esquema na Petrobras e negociava diretamente com as bancadas dos partidos as nomeações para diretorias da estatal.


“O Lula negociou diretamente com as bancadas as indicações para as diretorias da Petrobras e tinha pleno conhecimento do uso que os partidos faziam das diretorias, principalmente no que diz respeito ao financiamento de campanhas. Lula comandava o esquema”, afirmou o senador à revista.


Delcídio também disse que o ex-presidente tentou interferir logo nos primeiros passos da Lava Jato.


“Na primeira vez que o Lula me procurou, eu nem era líder do governo. Foi logo depois da prisão do Paulo Roberto Costa [ex-diretor da Petrobras]. Ele estava muito preocupado. Sabia do tamanho do Paulo Roberto na operação, da profusão de nogócios fechados por ele e o amplo leque de partidos e políticos que ele atendia. O Lula me disse assim: ‘é bom a gente acompanhar isso aí. Tem muita gente pendurada lá, inclusive do PT’. Na época, ninguém imaginava aonde isso ia chegar”, disse Delcídio.


 

Na entrevista, Delcídio afirmou ainda que o ex-ministro da Justiça do governo Dilma e atual advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, usava o cargo para vazar informações.


“Cardozo faz o jogo que interessa a Dilma. Ele tinha acesso a informações privilegiadas e passava essas informações para Dilma. Vazava para ela operações que seriam realizadas pela Lava Jato. Cardozo soube com antecedência da condução coercitiva de Lula e alertou os principais interessados. Foi por isso que ele vazou um dia antes da minha delação premiada. Ele sabia que uma coisa abafaria a outra”, prosseguiu Delcídio.


O senador contou que Lula pediu ajuda para definir uma estratégia de defesa na Lava Jato.


“Lula havia me convocado para ir a São Paulo, junto com os senadores Renan Calheiros e Edison Lobão, para discutir estratégias de defesa na Lava Jato. Viajamos num jato e dividimos a conta. A minha parte eu paguei com cheque. Chegamos de volta a Brasília na madrugada de sábado. Fomos até fotografados, sem saber, no terminal 2 aeroporto. A foto foi publicada na internet com a legenda ‘o que Renan, Delcídio e Lobão faziam nesta madrugada no aeroporto de Brasília?’ “.


Em determinado momento da entrevista, o repórter da revista pergunta se Dilma “tem o poder de mudar votos no Supremo Tribunal Federal. Delcídio responde:


“Dilma costumava repetir que tinha cinco ministros no STF. Era clara a estratégia do governo de fazer lobby nos tribunais superiores e usar ministros simpáticos à causa para deter a Lava Jato”, afirmou o senador.


A defesa do ex-ministro Edison Lobão informou que todas as reuniões políticas feitas naquela época com a participação do líder do governo ficaram sobre suspeição, o que é lamentável. A defesa de Renan Calheiros disse que desconhece o teor da entrevista e que por isso não comentará.


O Instituto Lula disse que  não comenta “conversa fiada nem delação comprada”.


A nossa produção não conseguiu contato com a assessoria do advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo.


O Palácio do Planalto disse que não vai comentar as citações à presidente Dilma.


Já o advogado do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin, disse que delação premiada não é meio de prova, “até em virtude da circunstância que foi feita”. Ainda segundo o advogado, as afirmações feitas pelo senador na delação são contraditórias com as afirmações que ele fez à época em que foi gravado pelo filho de Nestor Cerveró


Fonte: G1




Política: Delcídio diz a revista que Lula comandava esquema de corrupção na Petrobras

domingo, 27 de setembro de 2015

Lava Jato: Ex-deputado revela que o petrolão nasceu com aval de Lula, diz revista






Segundo publicação da revista Veja, o ex-deputado Pedro Corrêa, preso pela Operação Lava-Jato em abril deste ano, já disse aos procuradores da Operação que Lula e a presidente Dilma Rousseff não apenas sabiam da existência do petrolão como agiram pessoalmente para mantê-lo em funcionamento. Ex-presidente de um dos maiores partidos da base governista, o PP, Corrêa negocia há dois meses com o Ministério Público um acordo de delação premiada.


Conforme a matéria, assinada por Robson Bonin, o topo da cadeia de comando, portanto, estaria um degrau acima da Casa Civil, considerada até agora, nas declarações dos procuradores, o cume da organização criminosa. Nas conversas preliminares, Corrêa contou, por exemplo, que o petrolão nasceu numa reunião realizada no Planalto, com a participação de Lula, integrantes da cúpula do PP e dos petistas José Dirceu e José Eduardo Dutra – que à época eram, respectivamente, ministro da Casa Civil e presidente da Petrobras.




 Em pauta, a nomeação de Paulo Roberto Costa para a diretoria de Abastecimento da Petrobras. Pedro Corrêa, José Janene e o deputado Pedro Henry  defendiam a nomeação. Dutra, pressionado pelo PT, que também queria o cargo, resistia, sob a alegação de que não era tradição na Petrobras substituir um diretor com tão pouco tempo de casa. Lula, segundo Corrêa, interveio em nome do indicado, mais tarde tratado pelo petista como o amigo “Paulinho”. “Dutra, tradição por tradição, nem você poderia ser presidente da Petrobras, nem eu deveria ser presidente da República. É para nomear o Paulo Roberto. Tá decidido”, disse o presidente, de acordo com o relato do ex-deputado.


Em seguida, Lula ameaçou demitir toda a diretoria da Petrobras, Dutra inclusive, caso a ordem não fosse cumprida. Ao narrar esse episódio, Corrêa ressaltou que o ex-presidente tinha plena consciência de que o objetivo dos aliados era instalar operadores na estatal para arrecadar dinheiro e fazer caixa de campanha. Ou seja: peça-chave nessa engrenagem, Paulinho não era uma invenção da cúpula do PP, mas uma criação coletiva tirada do papel graças ao empenho do presidente da República. A criação coletiva, que desfalcou pelo menos 19 bilhões de reais dos cofres da Petrobras, continuou a brilhar no mandato de Dilma Rousseff – e com a anuência dela, de acordo com o ex-presidente do PP.


 Fontes: VEJA E Bocão News



Lava Jato: Ex-deputado revela que o petrolão nasceu com aval de Lula, diz revista