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quinta-feira, 21 de julho de 2016

Pilão Arcado: Criança morre após incêndio em motel; mãe e namorado são presos




Grupo tentou facilitar fuga de mulher presa na delegacia de Pilão Arcado (Foto: Divulgação/Polícia Civil)


Uma mulher de 27 anos e o namorado, de 43 anos, foram presos em flagrante após o filho dela, um menino de três anos, morrer queimado dentro do quarto de um motel no município de Pilão Arcado, a cerca de 760 km de Salvador. A informação foi confirmada ao G1nesta quarta-feira (20), pelo delegado da cidade, Anóbio Dionísio, que investiga o caso.


Segundo a polícia, a criança foi deixada pela mãe em um dos quartos do motel, que é de propriedade do namorado, enquanto ela e o homem ficaram em outro aposento. O caso ocorreu na noite de terça-feira (19), no bairro da Farofa.


Segundo a polícia, enquanto o garoto estava sozinho, um ventilador que estava ligado pegou fogo, as chamas atingiram um colchão e a criança foi carbonizada. Conforme o delegado, a suspeita é de que o menino estivesse dormindo no momento do incêndio.


“Ela ficou num quarto que tem ar-condicionado com o namorado e deixou o filho, de apenas três anos, sozinho em outro [quarto] com um ventilador. O motel fica num local ermo e tem uma fiação bem atinga. O ventilador do quarto onde o menino ficou era velho e tinha marcas de desfiamento. O ventilador esquentou, soltou faíscas e pegou no colchão. O menino foi asfixiado e depois carbonizado, porque provavelmente estava dormindo”, destacou Anóbio Dionísio.


Conforme o delegado, o motel não tem licença para funcionar e está com alvará vencido há cerca de três anos.  Segundo o Dionísio, a mãe, o namorado e a criança teriam chegado ao local por volta das 20h30 de terça-feira, e o incêndio ocorreu cerca de três horas depois, às 23h30.


A mãe e o namorado, ainda de acordo com o delegado, vão ser indiciados por abandono de incapaz, mas também podem responder por homicídio.


“Ela [mãe] tem o dever jurídico de ser guardiã do filho e ele [o namorado] tem dever jurídico de ser vigilante do estabelecimento, porque é o dono. Além disso, ele também concordou em deixar o menino sozinho no quarto. Vão responder por abandono de incapaz, mas vou ouvir mais testemunhas e, com o avançar das investigações, também podemos indiciar os dois por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar”, destacou o delegado.


O pai biológico da criança, segundo o Dionísio, é separado da mulher há cerca de cinco anos e tentava, na Justiça, conseguir a guarda do filho.


“Ele estava tentando a guarda do menino por causa das atitudes da mãe. Ele disse que ela sempre saía com o namorado e levava a criança para locais inadequados. Ela e o pai do menino não chegaram a se casar, apenas viveram juntos. Ele [o pai biológico] foi ouvido apenas informalmente e vai prestar depoimento amanhã [quinta-feira, 21]”, disse o delegado.


Anóbio Dionísio disse, ainda, que testemunhas já ouvidas pela polícia afirmaram que o garoto tinha medo do namorado da mãe, que já foi preso esse ano por agredir a mulher. “Ele foi preso por violência física contra ela [mãe da criança] em abril desse ano, mas foi solto”, afirmou o investigador.


A mãe do menino e o namorado estão presos na delegacia de Pilão Arcado à disposição da Justiça, segundo o delegado. O corpo do menino foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) da cidade de Juazeiro, também no norte da Bahia, para ser submetido a perícia. Não há informações sobre data e local de velório e sepultamento


Fonte: G1




Pilão Arcado: Criança morre após incêndio em motel; mãe e namorado são presos

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Bahia: Seca em Sobradinho transforma região da barragem em cenário de ruínas




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O vento forte movimenta as águas no lago de Sobradinho (Bahia). E as ondas que se formam quebram diante dos degraus da porta de uma das casas tomadas pelo rio São Francisco após a construção da barragem, no final da década de 1970. De pé sobre o alicerce quebrado, Carlos de Castro, conhecido como Cacá, 63, se lembra dos dias em que frequentou o local, na antiga cidade de Casa Nova (BA). Ali morou o seu sogro e sua atual mulher, à época namorada.


Nos quase 40 anos da construção da barragem, esta é a primeira vez que as ruínas de Casa Nova aparecem devido à redução do nível do lago. É possível distinguir alguns detalhes das casas, como as pias de lavar roupa, o azulejo branco e as caixas d’água.


A falta de chuva na nascente do rio São Francisco, em Minas Gerais, tem comprometido o reservatório. A chuva irregular já dura, pelo menos, quatro anos e o resultado é o mais baixo nível de água que já se viu nas quase quatro décadas de Sobradinho. No último dia 3, o volume do lago chegou a 1,11% da sua capacidade.


“Estar no lugar onde você nasceu e se criou faz passar um filme na cabeça”, lembra Castro, que hoje é secretário da Agricultura e do Meio Ambiente do município.


Ele se lembra do nome dos moradores de todas as casas vizinhas e aponta para o muro do cemitério. A alvenaria de alguns jazigos hoje está aparente.


Em Remanso (BA), o tempo parece voltar atrás quando as águas retidas na barragem de Sobradinho assumem o antigo curso natural do Velho Chico. O nível da água baixou e se afastou cerca de 7 km da margem, revelando o antigo cais da cidade. Essa é também a distância entre a velha e a nova Remanso.


“Aqui era onde passavam os vapores. O pessoal dessa região que ia para São Paulopegava um vapor até Pirapora [município mineiro que fica às margens do rio São Francisco], passava oito, dez dias viajando, e de lá pegava o trem para São Paulo”, lembra Pedro Alves da Costa, 61, chefe de gabinete da prefeitura do município. Ele morava em Sento Sé e se mudou com a mulher em 1975 para Remanso antiga, onde abriu um comércio.


Hoje, o mesmo cais voltou a ser usado. Do local, partem as embarcações que vão para cidades que ficam em volta do lago. O baixo nível das águas no trecho, que fazem aparecer bancos de areia, vem dificultando as viagens. “Antes a gente passava direto aqui”, diz José Messias, apontando para a margem oposta do lago, enquanto preparava sua embarcação rumo a Sento Sé. “Agora a gente arrodeia lá por baixo. A viagem demora uma hora e pouco, duas horas a mais.”


Entre 1975 e 1977, as quase 12 mil famílias de Casa Nova, Remanso, Pilão Arcado e Sento Sé foram obrigadas a deixar suas casas e se mudar para as novas sedes das cidades. Os antigos municípios foram engolidos pelo São Francisco e deram lugar a 34 bilhões de metros cúbicos de água. As famílias foram transferidas para os locais construídos pela Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf).


A professora aposentada Mara Lília Fernandes Castro, 66, se lembra das reuniões entre a população de Casa Nova e os engenheiros da Chesf. “Víamos o descontentamento de alguns, outros não aceitavam, diziam que isso não podia acontecer. Outros acreditavam no progresso, que realmente veio. Era uma cidade gostosa pela convivência, todos se conheciam, mas lá nossa energia elétrica terminava às 23h porque era gerada por um motor a diesel.”


Mara se mudou com o marido, que já morreu, e três filhos pequenos – o mais novo com 1 ano e meio de idade. Na parede de casa, ela mantém algumas fotos da antiga Casa Nova. Em uma delas aparece a antiga igreja matriz, implodida devido à altura de sua torre, que poderia gerar riscos à navegação.


De acordo com o historiador Moisés Almeida, diretor do campus de Petrolina da Universidade de Pernambuco (UPE), a Chesf usou dois fortes argumentos para convencer as famílias das quatro cidades sobre a importância da construção da barragem de Sobradinho: a água serviria para o desenvolvimento da região e as pessoas teriam moradias melhores.


Ainda segundo ele, as populações das cidades foram pegas de surpresa. “Teve gente que gostou da realocação, pois vivia numa casa que não era rebocada, não tinha piso, e mudou para uma casa com uma infraestrutura melhor. Mas teve quem não concordou, como as pessoas que moravam à beira do rio. Além disso, havia dúvidas sobre as indenizações. Ainda hoje há ações na Justiça questionando isso”, relata Almeida.


Além da surpresa, a ideia de que as cidades seriam inundadas gerava medo, especialmente nos mais velhos. O dia em que a água chegaria era comparado ao dilúvio, relatado na Bíblia.


Busca por direitos


Em Remanso, durante os trâmites das indenizações, Pedro da Costa foi procurador de várias pessoas analfabetas e tem lembranças de um processo quase impositivo.


“A população da cidade era ribeirinha, estávamos no regime militar, os sindicatos não se posicionavam”, relembra.


“Quem tomou algumas posições foi dom José Rodrigues de Souza [bispo de Juazeiro entre 1975 e 2003. Na época da construção da barragem criou a Comissão Pastoral da Terra Regional Nordeste 3, que abrangia Bahia e Sergipe] junto com os padres das cidades. No entanto, o advogado da Chesf agia assim: fazia as contas, mostrava o papel para os moradores e dizia: ‘Assine! Quer assinar? Se não quer, pode ir para a Justiça!’.”


Segundo Pedro, as indenizações eram baixas, mas a principal perda dos ribeirinhos foi a inundação das terras férteis às margens do Rio São Francisco. Muitos tiveram prejuízos com a morte do gado, por exemplo, que não conseguiu conviver com o pasto escasso na caatinga.


O historiador da UPE também destaca o papel mobilizador de dom José Rodrigues Sousa e de sua equipe pastoral, que procurou esclarecer a população sobre aquilo a que tinham direito e a reivindicar uma indenização justa. À época da construção da barragem, o Brasil vivia em pleno regime militar e a região da obra foi considerada área de segurança nacional – o que dava aos militares a chancela para uso da força caso houvesse alguma resistência popular.


O professor avalia que, para além das questões relativas ao valor das indenizações e da perda de propriedades, são incalculáveis os prejuízos imateriais da realocação das cerca de 12 mil famílias de Casa Nova, Remanso, Pilão Arcado e Sento Sé. “Elas viviam numa terra, moravam e viviam do rio, e essa realidade teve de ficar somente na lembrança e na saudade.”


Publicado Por Tainá Almeida – Revista Barra Magazine




Bahia: Seca em Sobradinho transforma região da barragem em cenário de ruínas

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Pilão Arcado: Concurso para Agente Comunitário de Saúde - Salário R$ 1.014,00




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A Prefeitura de Pilão Arcado, na Bahia, recebe as inscrições para o Concurso Público que vai contratar Agente Comunitário de Saúde.


No total são 13 vagas imediatas e as demais oportunidades para cadastro reserva. O salário é de R$ 1.014,00, em jornadas de trabalho de 40h semanais.


É preciso ter Nível Fundamental e residir na área da comunidade em que deseja atuar, como Alto do Silva, Umburana, Campestre, Bom Sucesso, Sitio Milagre e as outras localidades citadas no documento de abertura.


Os interessados têm até 8 de janeiro de 2016 para se inscreverem pelo site www.instmachadodeassis.com.br. A taxa de inscrição custa R$ 60,00 deve ser paga por meio de boleto bancário.


Mediante a Provas Objetivas, os candidatos serão avaliados e, posteriormente, classificados. Mas adianta-se que o teste está previsto para ocorrer em 21 de fevereiro de 2016.


Este Concurso Público tem validade de dois anos, a contar da data de publicação de sua homologação. Mais informações podem ser obtidas no edital disponível em nosso site.




Por Juan Felix – Revista Barra Magazine


Fonte: PCI Concursos




Pilão Arcado: Concurso para Agente Comunitário de Saúde - Salário R$ 1.014,00