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segunda-feira, 11 de abril de 2016

Política: Dilma sofre derrota na Comissão do Impeachment; 38 votos a favor e 27 votos contra





Após uma segunda-feira (11) conturbada e longas falas de líderes partidários ao longo do dia, foi votada a admissibilidade do relatório da Comissão de Impeachment, elaborado pelo relator Jovair Arantes (PTB). A votação foi alvoroçada, em meios a gritos de guerra de “não vai ter golpes”; “fora Dilma” e “fora Cunha”. Com um placar de 38 a favor e 27 contra, os governistas amargaram a primeira derrota do rito que visa derrubar a presidente Dilma Rousseff (PT).


Agora aprovado, o parecer terá de seguir para votação no plenário, onde são necessários pelo menos 342 votos dentre os 513 deputados para que a abertura do processo seja autorizada. Se autorizada, o processo segue para o Senado, que é a instância julgadora, responsável por determinar se a presidente cometeu ou não crime de responsabilidade.


Por Juan Felix – Revista Barra Magazine




Política: Dilma sofre derrota na Comissão do Impeachment; 38 votos a favor e 27 votos contra

Política: Governo prevê derrota em comissão e tenta se salvar no plenário 





A ameaça de debandada do aliado PP e a aprovação dada como certa do parecer que pede o impeachment de Dilma Rousseff, mais o temor de novidades na Operação Lava Jato, deixam o Palácio do Planalto pessimista na semana decisiva para a defesa do mandato da presidente, de acordo com informações publicadas pela Folha. Nem a queda de 68% para 61% no apoio ao afastamento, apontada pelo Datafolha, melhorou os ânimos.


Todo o trabalho feito pelo ex-presidente Lula e pelo governo de prometer cargos e verbas para os partidos que podem ocupar o espaço deixado pelo PMDB, como PP, PR e PSD, parecia estar garantindo os 172 votos que barram o processo de impeachment –ou pelo menos evitar que os opositores alcancem os 342 deputados necessários enviar o pedido ao Senado.


Pós comissão


12.abr

O resultado da votação sobre o relatório é lido no plenário da Câmara


13.abr

O texto é publicado no diário da Câmara e dá-se início à contagem de 48 horas para o início da votação em plenário


15.abr

Previsto o início do debate e votação no plenário, que o presidente da Câmara estima poder durar três dias. Isso faria com que a votação ocorra no domingo (17)


19.abr

Envio ao Senado, em casode aprovação


21.abr

O Senado tem até dois dias para formar sua comissão, que terá mais dez dias para analisar o pedido. O processo tem previsão para terminar em 2 de maio


4.mai

Processo de impeachment é instaurado se obtiver maioria simples; nesse caso, Dilma é afastada por até 180 dias


Fonte: Bocão News




Política: Governo prevê derrota em comissão e tenta se salvar no plenário 

Política: Comissão se reúne hoje para votar parecer sobre impeachment 




A comissão especial que analisa o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff tem sessão marcada nesta segunda-feira (11) para votar o parecer do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), favorável à continuidade do processo de afastamento. Depois da análise no colegiado, o caso vai ao plenário da Câmara dos Deputados.


 


A reunião, marcada para as 10h, começará com a discussão sobre o parecer. O debate começou na tarde de sexta-feira (8) e foi até 4h43 da madrugada deste sábado (9).



A reunião teve momentos de bate-boca entre deputados, além de pausa de parlamentares para comer pão com queijo e mortadela.


Após o encerramento do debate, os deputados devem iniciar a votação do parecer, prevista para ocorrer a partir das 17h.


 

A comissão tem prazo de cinco sessões, a partir da apresentação da defesa de Dilma — que aconteceu na segunda (4) — para votar o parecer do relator. O prazo expira nesta segunda. O presidente da comissão, Rogério Rosso (PSD-DF) quer votar o parecer até meia-noite para evitar questionamentos em relação ao processo.



A data de análise do processo de impeachment pelo plenário da Câmara ainda não foi definida, mas a previsão é de que a discussão seja iniciada na sexta (15) e que a votação ocorra no domingo (17). Cada um dos 25 partidos políticos com representação na Câmara terá direito a uma hora de pronunciamentos no plenário.


No plenário, o processo de impeachment é aberto se dois terços (342) dos 513 deputados votarem a favor. Se for aberto o processo de impeachment, o processo segue para análise do Senado.


No Senado, a sessão que decide sobre o impeachment é presidida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Se for aprovado por maioria simples, Dilma é obrigada a se afastar por até 180 dias até a decisão final.


O impeachment só é aprovado se dois terços (54) dos 81 senadores votarem a favor.


Se absolvida no Senado, a presidente reassume o mandato imediatamente; se condenada, é automaticamente destituída, e o vice-presidente é empossado.


Defesa

Segundo o presidente da comissão, Rogério Rosso (PSD-DF), o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, confirmou que comparecerá à reunião do colegiado nesta segunda. Cardozo poderá, de acordo com Rosso, se manifestar, por 20 minutos, após a fala de Rosso e de Jovair Arantes.


Cardozo já foi ao colegiado para fazer a defesa prévia, mas não se manifestou na comissão após a apresentação do parecer de Arantes.


O advogado-geral da União convocou coletiva de imprensa na quarta (6), quando disse que o relatório era passível de nulidade porque o direito de defesa da presidente foi “cerceado”. Na ocasião, o advogado da União substituto de Cardozo, Fernando Luiz Albuquerque Faria, presente na sessão, não foi autorizado a se pronunciar.


Restrição

A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados informou que restringirá o acesso às dependências da Casa entre os dias 11 e 21 de abril, período em que deve ocorrer a votação do impeachment tanto na comissão especial quanto no plenário.

Apenas deputados, servidores, jornalistas credenciados e prestadores de serviço poderão entrar nas dependências da Câmara entre os dias 14 e 21 de abril. A decisão, segundo a direção da Câmara, foi tomada por questões de “segurança e proteção das pessoas e do patrimônio físico, histórico e cultural da instituição”.


Senado

Nesta semana, os senadores também estarão atentos aos desdobramentos do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados.


Na semana passada, alguns parlamentares, como Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Valdir Raupp (PMDB-RO) e o próprio presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), defenderam a antecipação das eleições para presidente da República como alternativa ao impeachment.


De acordo com o Blog do Camarotti, Renan Calheiros já avisou a senadores que vai criar uma comissão para analisar o tema.


Pauta

No plenário, os senadores devem concluir a votação de um projeto que restringe punições a prefeituras que ultrapassarem limite de gastoso com servidores e desobriga prefeito a arcar com despesas empenhadas pelo antecessor.


Também devem ser analisadas propostas que incorporam mecanismos de controle interno de órgãos públicos, como ouvidorias, à Consituição, e que restringem cargos comissionados na administração federal.


Delcídio

Expira na sexta-feira (15) o atestado de saúde do senador Delcidio do Amaral (sem partido-MS). Ele se submeteu a uma cirurgia para retirada da vesícula na semana passada e por isso não retornou às atividades parlamentares. O ex-líder do governo no Senado responde, no Conselho de Ética, a processo por quebra de decoro parlamentar que pede a cassação do seu mandato.


Delcído é acusado de tentar obstruir as investigações da operação Lava Jato. Ele chegou a ficar 87 dias preso em Brasília, mas, em fevereiro, após acordo de delação premiada, o senador deixou a prisão por determinação do Supremo Tribunal Federal. O Conselho de Ética marcou um novo depoimeno de Delcídio para o dia 19 de abril.


Fonte: G1




Política: Comissão se reúne hoje para votar parecer sobre impeachment 

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Política: Chapa avulsa da Câmara é eleita para comissão do impeachment; Governos sofre a primeira derrota





A chapa avulsa foi eleita com 272 votos, nesta terça-feira (8), para analisar o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) em uma Comissão Especial.


Denominado “Unindo o Brasil”, o grupo se reuniu em frente ao Protocolo da Câmara, onde formalizou a entrega do documento. Os deputados Carlos Sampaio (PSDB-SP), Mendonça Filho (DEM-PE), Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) e Rubens Bueno (PPS-PR) lideraram o movimento, que também tinha representantes do PHS, PTB, PSB, PP, PSC, PSD, PEN, PMB e Solidariedade.


Nesta terça, após avaliar a carta enviada pelo vice-presidente Michel Temer à presidenta Dilma Rousseff, parlamentares do PMDB se reuniram com partidos de oposição e legendas da base aliada insatisfeitas com o Planalto, como PSC e PTB, para alinhavar nomes para a chapa alternativa.


Segue a lista protocolada na Secretaria-Geral da Mesa da Câmara:


PSDB – Carlos Sampaio (SP), Valdir Rossoni (PR), Shéridan (RR), Bruno Covas (SP), Nilson Leitão (MT), Paulo Abi-Ackel (MG)


DEM – Mendonça Filho (PE), Rodrigo Maia (RJ)


PMDB – Osmar Terra (RS), Lúcio Vieira Lima (BA), Lelo Coimbra (ES), Mauro Mariani (SC), Flaviano Melo (AC), Carlos Marun (MS), Manoel Jr (PB), Osmar Serraglio (PR)


PSD – Sóstenes Cavalcante (RJ), Evandro Roman (PR), João Rodrigues (SC), Delegado Éder Mauro (PA)


PP – Odelmo Leão (MG), Jair Bolsonaro (RJ), Luiz Carlos Heinze (RS), Jerônimo Goergen (RS)


PSC – Eduardo Bolsonaro (SP), Marco Feliciano (SP)


PSB – Fernando Coelho Filho (PE), Bebeto (BA), Danilo Forte (CE), Tadeu Alencar (PE)


SD – Fernando Franscichini (PR), Paulinho da Força (SP)


PMB – Major Olímpio (SP)


 PPS – Alex Manente (SP)


PTB – Sério Moraes (RS), Benito Gama (BA), Ronaldo Nogueira (RS)


 PHS – Kaio Manissoba (PE)


PEN – André Fufuca (MA)


Fonte: Bocão News




Política: Chapa avulsa da Câmara é eleita para comissão do impeachment; Governos sofre a primeira derrota