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segunda-feira, 6 de junho de 2016

Política: Cerveró delata 11 políticos e propinas de mais de R$ 500 mi




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O ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró apontou pagamentos de mais de R$ 500 milhões em propinas, envolvendo negócios da petroleira estatal e a BR Distribuidora. A informação é do jornal O Globo.


Cerveró também delatou valores repassados a funcionários do governo FHC e para a campanha à Presidência de Lula em 2006


Cerveró também citou 11 políticos beneficiados com as irregularidades, entre eles, o ex-senador Delcídio Amaral, os senadores Renan Calheiros, Jader Barbalho, Fernando Collor, além dos deputados e ex-deputados Eduardo Cunha, Cândido Vaccarezza, Jilmar Tatto, entre outros. Aparecem também outros nomes conhecidos como Fernando Baiano, Renato Duque e o ex-diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa.


Integrantes do governo Fernando Henrique Cardoso também teriam sido beneficiados, com um negócio envolvendo US$ 100 milhões, referente à compra pela Petrobras em 2002 da empresa argentina Pérez Companc.


Cerveró também afirmou que a compra de campos de petróleo na Angola gerou entre R$ 40 milhões e R$ 50 milhões para a campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da República em 2006, em negociações que foram comandadas pelo ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci.


Fonte: Terra




Política: Cerveró delata 11 políticos e propinas de mais de R$ 500 mi

quarta-feira, 2 de março de 2016

Brasil: Supremo julga hoje pedido de denúncia da PGR contra Eduardo Cunha




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O Supremo Tribunal Federal (STF) julga a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. A sessão está prevista para começar às 14h. Será o primeiro julgamento de abertura de ação penal contra um parlamentar investigado na Operação Lava Jato. Se a maioria dos ministros decidir pelo recebimento de denúncia, Cunha passará à condição de réu no processo.


Eduardo Cunha foi denunciado em agosto do ano passado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sob a acusação de ter recebido propina para que um contrato de navios-sonda da Petrobras fosse viabilizado. As acusações fazem parte dos quatro inquéritos aos quais Cunha responde no Supremo pelas investigações da  Lava Jato. Devido às investigações, Janot também pediu à Corte o afastamento de Cunha do cargo. O pedido, no entanto, não será julgado durante a sessão.


De acordo com Janot, o deputado recebeu US$ 5 milhões para viabilizar a contratação de dois navios-sonda do estaleiro Samsung Heavy Industries em 2006 e 2007. O negócio foi feito sem licitação e ocorreu por intermediação do empresário Fernando Soares e o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró.


O caso foi descoberto a partir do acordo de delação premiada firmado pelo consultor Júlio Camargo, que também participou do negócio e recebeu US$ 40,3 milhões da Samsung Heavy Industries para concretizar a contratação, segundo a denúncia.


Em outra acusação, Janot afirma que Eduardo Cunha pediu, em 2011, à ex-deputada e atual prefeita de Rio Bonito, no Rio de Janeiro, Solange Almeida a apresentação de requerimentos à Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara para pressionar o estaleiro, que parou de pagar as parcelas da propina. Segundo Janot, não há dúvida de que Cunha foi o verdadeiro autor dos requerimentos. A prefeita foi incluída no processo.


O deputado nega todas as acusações e afirma que não vai deixar a presidência da Câmara. No Supremo, a defesa de Cunha contesta a validade das declarações dos delatores.


Fonte: Correio


Publicado Por Tainá Almeida – Revista Barra Magazine




Brasil: Supremo julga hoje pedido de denúncia da PGR contra Eduardo Cunha

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Política: Cerveró cita Dilma e planalto já teme influência da Lava Jato no impeachment




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O conteúdo da delação do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró deixou em alerta o Palácio do Planalto, que teme a influência das denúncias no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, em curso na Câmara dos Deputados desde o final de dezembro de 2015.


Cerveró, ex-diretor da área Internacional da Petrobras, declarou à Procuradoria-Geral da República ter ouvido do senador Fernando Collor (PTB-AL) menção à presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, em setembro de 2013, Collor afirmou que suas negociações para indicar cargos de chefia na BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras haviam sido conduzidas diretamente por Dilma.


Em depoimento prestado no dia 7 de dezembro de 2015, Cerveró relatou os bastidores das indicações para cargos estratégicos na Petrobras, principalmente na BR Distribuidora, apontada pelos investigadores como “cota” pessoal do ex-presidente Collor (1990-1992).


Fonte: em


Publicado Por Tainá Almeida – Revista Barra Magazine




Política: Cerveró cita Dilma e planalto já teme influência da Lava Jato no impeachment

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Política: Baiano envolve Renan e Jader em esquema da petrobrás




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O lobista Fernando Falcão Soares, o Fernando Baiano, envolveu, em sua delação premiada, dois ex-ministros argentinos no esquema de corrupção da Petrobrás. Em depoimento à Procuradoria-Geral da República, o delator afirmou que ele e o ex-diretor da área Internacional da estatal Nestor Cerveró receberam US$ 300 mil, cada, para que a transportadora de eletricidade Transener fosse vendida a um grupo argentino, entre 2006 e 2007. 


Baiano disse que também ‘estavam envolvidos na negociação’ os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Jader Barbalho (PMDB-PA), o deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE) e o então ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau (Governo Lula). Segundo Fernando Baiano, em 2006 ou 2007, ele foi procurado pelo lobista Jorge Luz, que representava o grupo argentino Eletroengenharia. 


O delator relatou que a empresa estava interessada na compra da Transener. “Procurou Nestor Cerveró para falar sobre o assunto, tendo sido informado que o negócio já estava fechado com um grupo norte-americano, com parte do pagamento já realizado, restando apenas a aprovação do governo argentino”, afirmou. 


O delator contou que diante da informação, Jorge Luz, ele próprio e o ex-ministro argentino Roberto Dromi (Governo Carlos Menem) traçaram uma estratégia para a não aprovação da venda pelo governo argentino pelo ministro Julio de Vido (2003-2015/Governos Néstor Kirchner e Cristina Kirchner).


Fonte: Barreiras Notícias/ Estadão


Publicado Por Tainá Almeida – Revista Barra Magazine




Política: Baiano envolve Renan e Jader em esquema da petrobrás

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Política: Cerveró diz ter angariado propina para Delcídio, Renan e Jader




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O ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró disse em depoimento aos procuradores que investigam os desvios de dinheiro da Petrobras que intermediou o pagamento de propina aos senadores Renan Calheiros (PMDB), Jader Barbalho (PMDB) e Delcídio do Amaral (PT).


A declaração foi feita na delação premiada que o ex-executivo da estatal negociou com a Procuradoria Geral da República (PGR), em troca de redução de penas nos processos a que responde na Operação Lava Jato.


Cerveró disse que se comprometeu a repassar US$ 2,5 milhões ao senador Delcídio do Amaral, por diversos contratos firmados na área internacional da Petrobras. Ele também afirmou que ajudou a destinar US$ 6 milhões de propina para Renan Calheiros e Jader Barbalho.


Entre os contratos suspeitos está a construção de navios-sonda e a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Proximidade com políticos

Cerveró disse que mantinha proximidade com Delcídio desde quando o senador trabalhava na Petrobras. Durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, Delcídio chegou a ocupar a diretoria de Gás e Energia. Segundo o delator, o senador recebeu propina em pelo menos dois contratos firmados entre multinacionais e a estatal brasileira.


O ex-diretor da Petrobras disse que em uma das oportunidades recebeu entre US$ 600 mil e US$ 700 mil de propina. Ele acredita que Delcídio tenha recebido uma propina maior, já que era superior hierárquico na diretoria de Gás e Energia.


A proximidade entre os dois permaneceu com a eleição de Delcídio para o Senado e com a ascensão de Lula à presidência. Segundo Cerveró, em 2006 o senador o procurou para lhe ajudar a angariar US$ 2,5 milhões de propina. O valor seria usado para a campanha de Delcídio o governo de Mato Grosso do Sul. O delator não diz se fez o repasse ao senador, mas garante que foi ele quem lhe ajudou a chegar ao cargo de diretor da Petrobras.


Meses depois, Cerveró disse que foi procurado pelo então ministro Silas Rondeau, que ocupava a pasta de Minas e Energia. O político lhe afirmou que o PMDB estava garantindo a permanência dele no cargo. Para que isso se mantivesse, ele deveria contribuir com o partido.


Em um jantar na casa de Jader Barbalho, Cerveró teria assumido o compromisso de repassar US$ 6 milhões para o PMDB, com a contratação de dois navios-sonda pela estatal. Na ocasião, o também senador Renan Calheiros estava presente. Segundo o delator, o dinheiro chegou a ser repassado e ajudou o partido na campanha de 2006.


No depoimento, Cerveró diz que em 2007 o cargo ficou ameaçado por manobras políticas de membros do PMDB para destitui-lo. Após procurar Rondeau, Jader e Renan, obteve apenas negativas, pois todos estavam politicamente fragilizados, em virtude de escândalos de corrupção envolvendo os nomes deles.


Ao receber a notícia da exoneração, feita pessoalmente pelo então ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, ainda em 2007, disse que ele seria indicado para a diretoria financeira da BR Distribuidora – uma subsidiária da Petrobras –, em virtude do reconhecimento dos esforços para ajudar a angariar os recursos que o PMDB. Cerveró comandou a diretoria até 2014, quando a presidente Dilma Rousseff o exonerou, devido às descobertas de irregularidades na compra da refinaria de Pasadena.


Outro lado

Todos os nomes citados na reportagem foram procurados pelo G1 e pela TV Globo. No entanto, até a última atualização desta reportagem, nenhuma das pessoas ou os respectivos advogados havia sido encontrado.


Fonte: g1


Publicado Por Tainá Almeida – Revista Barra Magazine




Política: Cerveró diz ter angariado propina para Delcídio, Renan e Jader

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Política: Oposição que cassação de Delcídio




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O senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP), deverá apresentar ao Conselho de Ética do Senado nesta terça-feira (1º) representação contra o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) para pedir a cassação do mandato do parlamentar. Representantes do PSDB, do DEM e do PPS também prometeram tomar iniciativa semelhante nesta semana.


Delcídio foi detido na última quarta-feira (25), pela Polícia Federal, acusado de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato. Em conversa que teve o áudio gravado, ele ofereceu ajuda financeira à família do ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró para que ele não fechasse acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal. Em depoimento a procuradores da República, o filho do ex-dirigente da estatal, Bernardo Cerveró, informou ter tido a oferta para receber R$ 50 mil mensais.


Nesta segunda-feira, Randolfe disse que a situação é desagradável, mas que o Senado tem de chegar a uma definição sobre o senador preso. “A situação é, no mínimo, constrangedora para o Senado. É desagradável, mas a instituição tem de resolver sobre essa situação”, afirmou.


Questionado sobre o assunto, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), disse que os fatos devem ser investigados. “Eu acho que os fatos que foram divulgados são extremamente graves e certamente que eles necessitam uma investigação”, afirmou.


No mesmo dia em que Delcídio foi preso, o Senado decidiu, em votação aberta, manter a ordem de prisão expedida pelo Supremocontra o senador, que atuava como líder do governo na Casa. Com isso, o parlamentar petista continuará preso por tempo indeterminado. A manutenção da prisão foi decidida por 59 votos favoráveis, 13 contra e uma abstenção.


Conselho de Ética

A iniciativa de pedir a cassação do mandato de um senador no Conselho de Ética pode partir de um partido político com representação no Congresso Nacional ou da Mesa Diretora do Senado, de acordo com o regimento do Senado.


Depois que a representação for protocolada, o presidente do Conselho de Ética tem 5 dias para analisar o pedido e decidir se ele será arquivado ou não. Nessa etapa, de acordo com o regimento, o presidente pode decidir arquivar o documento em três situações: se faltar legitimidade ao autor, se a representação não identificar o senador e os fatos que lhe são imputados e se os fatos relatados forem referentes a período anterior ao mandato ou se forem “manifestamente improcedentes”.


Se o presidente do conselho decidir pelo arquivamento, cabe recurso ao plenário. Nesse caso, são exigidas as assinaturas de, no mínimo, cinco membros do colegiado e o documento deve ser apresentado em um prazo de até dois dias úteis.


Se o presidente do conselho admitir a representação, o senador será notificado e terá até dez dias para apresentar a defesa prévia. Além disso, será designado um relator, por meio de sorteio entre os membros do conselho. O sorteio deve ser entre membros “sempre que possível, não filiados ao partido político representante ou ao partido político do representado”, de acordo com o regimento do Senado.


Depois de o senador apresentar a defesa prévia, o relator tem 5 dias úteis para apresentar seu relatório preliminar. Também em um prazo de 5 dias, o Conselho de Ética deve fazer, em votação nominal e aberta, a análise inicial do mérito da representação para ver se há indício da prática de um ato sujeito à perda de mandato.


Se o conselho decidir que há indícios, o processo disciplinar é instaurado e o conselho “procederá às diligências e à instrução probatória que entender necessárias”. De acordo com o regimento, o conselho poderá, inclusive, convocar o representado ou denunciado para prestar depoimento pessoal. Se o conselho decidir pela improcedência da representação, ela será arquivada.


Depois, o conselho se reúne para apreciar o parecer do relator. Se o pedido de cassação do mandato for aprovado, o texto segue para a Comissão de Constituição e Justiça da Casa, que tem um prazo de cinco sessões para analisar aspectos constitucionais, legais e jurídicos do documentos.


Depois disso, o processo é encaminhado à Mesa Diretora e tem de ser analisado pelo plenário. Tanto no Conselho de Ética quanto no plenário do Senado, a votação é aberta.


Fonte: g1


Publicado Por Tainá Almeida – Revista Barra Magazine




Política: Oposição que cassação de Delcídio

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Política: Delcídio afirma que voz gravada é dele, mas é inocente diz advogado




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 O líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), confirmou em depoimento que é de fato dele a voz em uma gravação em que apresenta um plano de fuga para o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. A informação foi confirmada na quinta-feira (26) pela defesa do parlamentar. Apesar disso, Delcídio afirma que é inocente e nega que ofereceu R$ 50 mil por mês para que Cerveró não fizesse acordo de delação premiada.


“Sim, sim (é ele nas gravações). Nas reuniões que foram apresentadas, inclusive, ele confirmou a presença dele na reunião. E, nas explicações, ele explicou tudo o que foi conversado”, disse ao G1 Maurício Leite, advogado do senador. “Ele alega inocência, certamente, e estamos aqui para provar isso”, acrescentou.


Ainda de acordo com o advogado, em depoimento de mais de 4 horas Delcídio foi questionado sobre vários trechos da gravação e “deu todas as explicações” à Polícia Federal. Leite afirma que Delcídio jamais ofereceu uma mesada para evitar que Cerveró fizesse acordo com a PF ou citasse seu nome. “Isso não ocorreu. Amanhã, nós vamos soltar uma nota à imprensa, explicando essa situação, mas já está esclarecido no depoimento dele e ele esclareceu essa situação, que isso não ocorreu”.


Delcídio está “muito chateado” com a prisão, mas permanece “sereno” aguardando o andamento das investigações.


Fonte: Correio


Publicado Por Tainá Almeida – Revista Barra Magazine




Política: Delcídio afirma que voz gravada é dele, mas é inocente diz advogado

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Polícia: Senador Delcidio Amaral (PT-MS) foi preso esta amanhã; ele ofereceu R$ 50 mil mensais para réu da Lava Jato não citar o nome dele na delação premiada




O Senador e líder do governo no senado, Delcídio Amaral, do PT do Mato Grosso do Sul, foi preso hoje pela manhã em Brasília pela Polícia Federal. Segundo os investigadores da PF, ele foi preso por estar atrapalhando apurações. Além dele, também foram presos pela PF o banqueiro André Esteves, do banco BTG Pactual, e o chefe de gabinete de Delcídio, Diogo Ferreira. Há também mandado de prisão do advogado Édson Ribeiro, que defendeu Cerveró. Como ele está nos Estados Unidos, a PF pediu ao STF a inclusão do nome dele no alerta vermelho da Interpol.


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki informou que a Procuradoria-Geral da República relatou em documento enviado à corte, que Delcídio ofereceu R$ 50 mil mensais ao ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró para que ele não fechasse acordo de delação premiada ou, se o fizesse não citar o parlamentar.


Segundo Zavascki, o relatório da PGR que serviu de  base para os pedidos de prisão afirma que os valores prometidos a Cerveró seriam repassados à família do ex-diretor da Petrobras por meio de um contrato fictício entre o advogado Edson Ribeiro e o BTG Pactual, do banqueiro André Esteves.


A PGR teve acesso gravações realizadas por Bernardo Cerveró, filho de Nestor Cerveró, de duas reuniões recentes – realizadas nos dias 4 e 19 de novembro – com a participação de Delcídio do Amaral e André Esteves.


Segundo a Procuradoria, Delcídio também prometeu a Cerveró influir em julgamentos no STF para ajudá-lo. O senador disse que falaria com o vice-presidente da República, Michel Temer, e com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) para influenciar a Corte.


“O presente caso apresenta linha de muito maior gravidade. O parlamentar não está praticando crimes qualquer, está atentando contra a própria jurisdição do Supremo Tribunal Federal”, disse Zavascki.


Em diversos trechos, o relatório da PGR aponta tentativas de Delcídio em “embaraçar as investigações”. Fala em “atuação concreta e intensa” do senador e do banqueiro para evitar a delação premiada de Nestor Cerveró, “conduta obstrutiva” e “tentativa de interferência política em investigações judiciais”.


A Procuradoria citou uma gravação na qual Delcídio discutiu meios de rota para Cerveró deixar o país, em caso de o STF conceder habeas corpus para o ex-diretor da Petrobras.


Na rota prevista por Delcídio, Cerveró iria primeiro, para o Paraguai e depois viajaria para a Espanha.


Por Juan Felix – Revista Barra Magazine


Fonte: G1



Polícia: Senador Delcidio Amaral (PT-MS) foi preso esta amanhã; ele ofereceu R$ 50 mil mensais para réu da Lava Jato não citar o nome dele na delação premiada