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terça-feira, 24 de novembro de 2015

Chapada Diamantina: Brigadista denuncia descaso do governo




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Cerca de 28 dias após o inicio dos sucessivos incêndios que atingem a  Chapada Diamantina, a região continua queimando. O motivo? De acordo com brigadista , o descaso do governo. “Hoje a situação lá é que o fogo está descendo a serra, só aumenta. Os voluntários do Capão estão dia e noite subindo a serra, eu passei quatro dias na Serra da Moitinha apagando o fogo. Sou bombeiro civil voluntário, fui com dinheiro emprestado, estou desempregado. É extremamente exaustivo chegar ao local do fogo, subir a serra a pé, cheio de equipamentos nas costas,” conta o bombeiro, Augusto Vianna.


Ainda segundo Vianna, a situação vivida pelos brigadistas  é preocupante. “As aeronaves só vão uma vez e olhe lá, só fazem o que querem, deixam de resgatar os voluntários que estão lá a mais de 24 horas, já sem comida e água.  O governo mandou o avião Hércules jogar água, mas sem nenhum tipo de organização, a metade do liquido fica no vento, não faz muita diferença. Teve até incêndio que inflamou depois que o Hércules passou. O helicóptero do exercito, responsável por buscar os brigadistas, teria que pegar as pessoas seis da manhã. Os brigadistas ficam no campo esperando, mas a aeronave demora. Na hora do almoço, os voluntários ficam lá em baixo no sol, inalando fumaça, com fome, sem água, esperando e eles só passam muito depois. O que é mostrado é que o governo está mandando helicóptero e que o fogo não esta sendo apagado por outro motivo, mas isso não é verdade,” explica.


De acordo com o voluntario do SOS Chapada Diamantina, Bruno Veronez, os aviões e os homens disponibilizados pelo governo não são suficientes para conter o desastre. “Os aviões de combate às chamas não estão dando conta na região norte. Existem 120 homens do corpo de bombeiros, mas não conseguem acesso às regiões mais difíceis, já que não conhecem o terreno. Por isso, a maior parte do trabalho é realizado pelos brigadistas, voluntários que tem a capacidade de debelar as chamas nesses locais, mas tem um déficit de equipamento e de outros insumos como alimento e água,” relata.


 Veronez conta que a divulgação do controle do fogo só tem atrapalhado no recolhimento de donativos. “Estamos desde a semana passada recolhendo e enviando diariamente as doações para lá. Tivemos o apoio de empresas particulares, como lojas de material de segurança, fábricas e companhias de ônibus. No entanto como está sendo divulgado que o incêndio na chapada está controlado, as doações estão diminuindo muito. É aí que eu preciso da ajuda dos meios de comunicação pra alertar a população que o fogo continua. E que ainda aceitamos todos os tipos de doação,” explica.


A Secretaria do Meio Ambiente do Governo do Estado da Bahia (Sema) informou ao Bocão News, que as informações veiculadas são inverídicas. De acordo com a Sema, existem nove aeronaves combatendo o fogo com a ajuda de mais de 200 pessoas, levando em consideração toda a equipe técnica disponível no local.


Fonte: Bocão News




Chapada Diamantina: Brigadista denuncia descaso do governo

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Barra: Chuva chega aos poucos e os focos de queimadas diminuem




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Ontem, 06 de outubro em Barra no oeste da Bahia amanheceu fortemente nublado trazendo a esperança da chegada de uma grande chuva. A cidade chegou a ser destaque na previsão do tempo do Jornal Nacional, mais a forte chuva tão aguardada não caiu. Segundo relatos, chuviscou durante o dia em pontos isolados do município que possui onze mil quilômetros quadrados.


A zona rural de Barra arde em chamas há cerca de 30 dias e em algumas áreas não chove há mais de 145 dias segundo o Secretário de Meio Ambiente, Joaquim Dantas. No combate ao fogo estão 25 bombeiros, uma caminhonete, dois aviões e um helicóptero.


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Ontem à noite, o Banco de Dados de Queimadas apontava 500 (quinhentos) focos de queimadas na área da cidade. Hoje pela manhã o sistema apontou somente 02 (dois) focos, o que aumenta a probabilidade te ter chovido durante a madrugada nas regiões atingidas.


De acordo com o Instituto de Pesquisas Espaciais – INPE, a previsão do tempo para hoje é de “30% de probabilidade de chuvas isoladas – Muitas nuvens com curtos períodos de sol e chuvas em algumas áreas”. O melhor cenário está previsto para amanhã dia 08 de outubro com 90% de previsão de “Chuva – Muitas nuvens e chuvas periódicas”.


Por Juan Felix – Revista Barra Magazine




Barra: Chuva chega aos poucos e os focos de queimadas diminuem

sábado, 3 de outubro de 2015

Amazonas: Com recorde de queimadas, número de incêndios passa de 11 mil




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Amazonas registrou recorde de incêndios neste ano, com 11.104 focos de queimadas. O número é o maior já registrado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que registra os dados via satélite há 17 anos. Em todo o ano passado, foram contabilizados 9.322 casos.


O recorde também ocorre no mês de setembro de 2015, que registrou 5.882 queimadas. A quantidade é 90,3% maior que a máxima já registrada em 2009, com 3.091 focos. Em 2014, foram 3.057 ocorrências de incêndio no mês.


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O volume de incêndios deste ano é quase 50% maior do que foi contabilizado nos primeiros nove meses de 2014. Atualmente, nove municípios apresentam mais de 1,4 mil focos ativos de queimadas. Eles são apontados como a causa da nuvem de fumaça queencobriu Manaus na quinta-feira (1º) e sexta-feira (2). Neste sábado (3), a fumaça ainda pôde ser vista nas primeiras horas da manhã.


Em setembro, a capital só registrou um dia com chuva, no dia  4, quando choveu apenas 15,8mm, conforme registro da estação meteorológica do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A previsão era de que chovesse no mês entre 43mm e 83mm.


Desde quarta-feira (29), o município de Careiro da Várzea registra o maior número de queimadas, com 350 focos. O município fica cerca de 100 quilômetros distante de Manaus.


De acordo com o Inpe, 1.418 focos ativos de queimadas são registrados em nove municípios, sendo 222 focos em Autazes, 187 em Lábrea, 174 em Manacapuru, 142 emBoca do Acre, 107 em Manaquiri, 105 emCareiro da Várzea, 90 em Presidente Figueiredo, 83 em  Novo Aripuanã, 75 emItacoatiara e 75 focos de incêndio em Maués.Manaus está na 44ª posição, com oito registros de queimadas significativas feitas pelos satélites.


Fumaça

Manaus amanheceu encoberta de fumaça durante três dias. Cinzenta e densa, ela dificulta a respiração, além de prejudicar a visibilidade em ruas e avenidas da capital. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, 32 pessoas, sendo 26 adultos e seis crianças, foram atendidas nos Serviços de Pronto Atendimento da rede estadual de saúde, relatando desconforto respiratório.


O Inpe informou que os ventos fracos dificultam a dispersão da fumaça. “Os ventos calmos ou fracos com velocidade de 2 a 4 nós [4 a 7 km/h], chegando no máximo a 8 nós [15 km/h] conforme os dados do aeroporto, não ajudam a fumaça a se dispersar. Além disto, estão rondando [variando], vindo com predominância dos setores leste e norte”, explicou o instituto ao G1.


O meteorologista do Inmet, Gustavo Ribeiro, disse que a fumaça tem origem em municípios do interior e até de estados vizinhos. “Os ventos predominantes na cidade de Manaus sopram de direção nordeste, isto é, de nordeste para sudoeste. Dito isso, se as fontes de fumaça [focos de calor] estiverem a leste e/ou nordeste de Manaus, em cidades como Rio Preta da Eva, Itacoatiara, Parintins ou até mesmo de cidades do Pará, as fumaças passarão pela capital e região metropolitana de Manaus. Após passarem por Manaus, muito provavelmente esta poluição ou fumaça, vá para cidades como Iranduba, Careiro, Manacapuru e Novo Airão, pois estão na direção sudoeste da capital”, explicou Ribeiro.


Desde o início do ano, mais de 320 atendimentos no combate a incêndios foram feitos pelo Corpo de Bombeiros no estado, ultrapassando todo o número de ocorrências registrado no ano passado, que foi de 304 casos.


Clima

O calor intenso na região durante o segundo semestre do ano facilita a propagação de incêndios. O fenômeno El Niño afeta a quantidade de chuvas no estado, segundo informações do Inmet. O clima quente deverá se estender até dezembro.


Fonte: g1


Por Tainá Almeida – Revista Barra Magazine




Amazonas: Com recorde de queimadas, número de incêndios passa de 11 mil